O que será o amanhã?

Edição: 705 Publicado por: Marco Santos em 15/07/2020 as 08:13

 
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Pergunte a quem souber.

Bola de cristal, Jogo de Búzios, cartomante...

 

O momento histórico vivido pelo Brasil, e mesmo pelo mundo, faz lembrar a música muito bem entoada por Simone.

Um sucesso.

Difícil imaginar, possível de entender que será... complicado.

O Brasil nunca passou por uma situação histórica crucial, capaz de comprometer a integridade territorial ou social do país.

Celso Monteiro Furtado, um dos renomados economistas brasileiros, em um de seus livros, materializou que faltava ao Brasil uma prova crucial que pusesse a prova a formação política e, mesmo, a classe política nacional.

Afinal, nossa História não registra uma guerra de secessão ou esforço para recuperação pós conflitos mundiais como as Primeira e Segunda Guerras.

É licito apreciar que este momento conjuntural, muito crítico, possa a ser a prova que nos falta, como nação una e país de futuro.

A crise pandemia causada pelo COVID 19 em coincidência com o momento conflituoso entre os poderes da República e algumas instituições nacionais e com a fase de quase início de recuperação econômica financeira está, sem dúvida, impondo difícil desafio as classes política, social, intelectual, militar e empresarial e a mobilização social brasileiras.

Importante salientar que está em curso uma crise global existindo um mundo confuso, complexo, instável e volátil, causado pela ação de tecnologias disruptivas, redução do poder dos estados nacionais e mudanças nas formas como este poder deve ser exercido.

Não vou me deter mais no diagnóstico, sentido por todos os brasileiros.

Minhas preocupações estão no “day after”, no pós-crise.

A boa doutrina diz que em situações semelhantes, os gestores políticos devem trabalhar para que as oportunidades advindas sejam aproveitadas e a saída seja em melhores condições que a entrada.

Será que nossas lideranças, em todas as dimensões e segmentos da República, serão capazes disso?

Que o bom Deus de todas as religiões garanta que sim!

Bem, como é possível imaginar, os desafios e as ameaças serão enormes diante de nossas vulnerabilidades evidentes.

Forças adversas, nem bem visualizado o fim da crise, já se apresentam com pressões quanto a atuação brasileira sobre a Amazônia, um exemplo que vem, fortuitamente, a minha mente.

Não há coincidências neste caso.

É a área mais cobiçada internacionalmente por povos e grupos econômicos que já esgotaram seus recursos territoriais de origem e, dispondo de meios financeiros (inclusive de empreendedores privados) em fundos soberanos (mas nem tanto) pretendem usufruir dos nossos, aproveitando a oportunidade.

Claro, contam para isso com enormes máquinas de propaganda, experientes marqueteiros, a ingenuidade de nosso povo e a ganância de alguns setores de elites brasileiras.

Chegam de mansinho, alegam que é preciso proteger o meio ambiente para o bem da humanidade e, com segurança e precisão, estabelecem o domínio que lhes convém e dê lucros, óbvio.

Como ouvi de um amigo africano, diante da exploração de seu país por estrangeiros: “em nome da proteção do meio ambiente e da necessidade de dinheiro para tocar projetos, alienamos nossa soberania liberdade individual”.

E, claro, “matamos a fome do outro lado do mundo”.

De repente, como salientou: “nossos soldados guardavam fronteiras que limitavam propriedades privadas adquiridas por novos colonizadores”.

Como será o amanhã?

Pergunte a quem souber.

Mas, construir um futuro seguro e prospero é possível.

Só depende das decisões que a sociedade tomar neste presente conjuntural.

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