Inflexão Estratégica

Edição: 709 Publicado por: Marco Santos em 12/08/2020 as 07:44

 
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Nos próximos meses, o Brasil será compelido a tomar importantes decisões político - estratégicas.

O fim ou o arrefecimento da pandemia COVID 19 e as consequências dela na economia mundial, previsivelmente danosas, além de fatos, ainda em apuração, a respeito de como a disseminação do vírus revelou estratégias de reorganização da geopolítica do poder global, obrigará o país a se posicionar.

Evidentemente, alguns indicadores dessa reestruturação, a primeira de grande porte no pós Guerra Fria, já vinham se evidenciando, mas foram olimpicamente ignorados pela maior parte das lideranças internacionais.

O Brasil, apesar dos laços comerciais fortes e até lucrativos que mantém com a Ásia, será obrigado a repensar a conveniência de um retorno às origens ocidentais de fundamentação cristã europeia em seus vários segmentos.

Evidencia-se na conjuntura mundial presente, a vetusta guerra entre dois mundos, por várias vezes repetida entre Ocidente e Oriente, em cada oportunidade, representada por uma grande potência dominante nos lados opostos.

O resgate do pragmatismo estratégico brasileiro nas relações internacionais deve ser resgatado, sem desconhecer as ameaças a soberania e a liberdade que vem do outro lado do mundo.

É claro, também, que entre os fatores de decisão, devem estar os interesses que grandes fundos ocidentais têm sobre as potencialidades brasileiras, em especial sobre a Amazônia.

O gesto nacional poderá representar uma inflexão estratégica fundamental para o futuro.

As preocupações basilares nesse processo, avalio, serão quanto a capacidade das atuais lideranças políticas nacionais de mobilizarem forças para o melhor posicionamento do Brasil neste quase inédito novo contexto global e quanto a participação republicana da sociedade no mesmo processo.

A crise entre os poderes é evidente.

As instituições mais importantes assimilaram em boa monta os efeitos dessa situação crítica.

Há choque de opiniões no seio da sociedade, a desinformação é epidêmica nas redes sociais e a mídia tradicional se revela medíocre e engajada em pernicioso ativismo.

O jogo estratégico está muito complicado, mal comparando parece um campo de futebol onde vários times jogam com cores e em campeonatos diferentes.

Apenas, é bom lembrar, que no jogo da nova organização global, estará o futuro das novas gerações de brasileiros.

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