por Fábio Jorge
Fim do ano, comunicações efusivas. Beijos, abraços e votos de um ano novo feliz e cheio de realizações. Políticos então, fazendo um balanço do que não realizaram. Mas as promessas continuam, mesmo que sejam inviáveis. Bem, deixemos de lado esse lado cultural da maioria dos políticos brasileiros e vamos falar de “coisa” menos séria. A “crise” do Hospital José Fonseca. No nº 269 do Jornal Local, tomamos conhecimento de mais um capítulo da “crise’. Digo e repito, não tenho procuração para defender ou acusar ninguém. Apenas vou fazendo minhas colocações, calcadas na minha indignação. A prefeitura de Valença tem obrigação de socorrer essa secular instituição hospitalar. Entretanto, dinheiro público não pode ser repassado sem prestação de contas transparentes e sérias. O senhor provedor nos expõe o seguinte: - conseguimos duas certidões - uma é certidão conjunta positiva com efeito negativo de Débitos Relativos..., outra, certidão positiva com efeitos de negativa, de Débitos Fiscais... Um jogo de palavras que a população não entende. A sociedade necessita é de ações claras. Que o Hospital cumpra o seu dever. Tem juízo senhores responsáveis. A população valenciana, os usuários do plano de saúde, os homens de bem querem uma resposta, uma solução. Trabalhei 50 anos nesse Hospital; conheço quase toda sua história. Admissões de funcionários, às vezes sem critérios, funcionários com QI (quem indica). Demissões, perseguições por razões pessoais, etc. O senhor diz na reportagem que foi convidado para ser provedor, porque pertence há longo tempo à irmandade. Mas eu diria que há muito tempo também o senhor não aparecia. Nós não o conhecíamos. Não condiz com a verdade que teria sido feito convite a médicos para auditoria do Plano. Quais médicos foram convidados? Entretanto, o mais grave, gravíssimo. Convida-se o irmão para a função com a credencial de ser competente. Pode ser competentíssimo, mas é moralmente inconcebível. Senhor Provedor, o senhor não é o único responsável. O senhor é a “bola da vez’. Outros provedores deram grande contribuição. Outros não. Não por serem desonestos, mas incompetentes. O senhor alega que a despesa não chega a 50% da receita. Concordo, entretanto, nunca vi instituição hospitalar funcionar sem médicos. Exemplo, cirurgia sem anestesista não dá. Esses profissionais estão há 3 anos sem receber. E são valores pequenos. Ano de eleições - inicialmente os políticos candidatos darão uma trégua, mas eles voltarão. Candidatos oportunistas, que torcem para tudo piorar e que trabalham politicamente em cima da desgraça alheia. Os candidatos da desgraça. Promessas e discursos histéricos, sem dar solução para o grave momento. O jogo de cena vai continuar. Até quando vamos permitir a omissão? Senhor Bispo Diocesano, credencie um representante identificado com o momento, aproxime-se da prefeitura municipal e da FAA. Não está em jogo nomes, mas entidades. Juízo, que Deus vai iluminá-los e Valença agradecer.