por Elvio Divani (cmpa.presidente@hotmail.com)
Muito oportuno o assunto da última edição do Jornal Local na coluna “Pentagna é Notícia”, escrita pelo Gabriel Moreira. A questão das estradas é vital e prioritária para os moradores e produtores rurais, delas dependendo para ir à escola, a hospitais, fazer compras, visitar a família, ter o lazer, para o recebimento de insumos e para escoamento da produção, ou seja para tudo, pois sem elas ficam isolados. Apesar dos esforços do Ricardo “Cacá” Guedes, Secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, o estado das estradas está ficando cada vez mais crítico a cada dia e chuva. Como exemplo, hoje na RJ-151, que liga Parapeúna a Santa Isabel do Rio Preto, os casos de atolamento e quebra de veículos são diários e por isso as linhas de ônibus são interrompidas, impossibilitando os usuários de se movimentarem sem a caridade dos que tem veículos. Quem utiliza a VL 55, que liga Coronel Cardoso a Pedro Carlos (Conservatória), e que no seu maior trecho está em estado calamitoso, vive constantemente a adrenalina do caminho. No dia 10, a estiva de uma bueira quebrou, literalmente dependurando um carro sobre o rio (foto abaixo), que por sorte não despencou, o que na melhor das hipóteses iria causar danos materiais. Se isso aconteceu com um carro pequeno, imaginem com um caminhão ... Este tipo de acidente e outros mais, não tem acontecido somente nestas vias, mas em todas elas, causando temor aos usuários que nunca sabem se vão chegar incólumes ao seu destino. Por isso rogo ao prefeito que se empenhe mais ainda junto ao governador para que a RJ 151 seja asfaltada, o que completará o anel viário de Valença, e que coloque à disposição da Secretaria de Agropecuária e Meio Ambiente verbas suficientes para o planejamento e a execução das melhorias de todas as estradas que atendem a Zona Rural, pois de nada adianta “passar” uma patrol ou usar uma retro se não se fizerem os trabalhos necessários que são a reforma e construção de bueiras, reforma de pontes, prevenção a desbarrancamentos, reforma e abertura de valetas, colocação de escória e saibro em pontos críticos, e a contratação de “conservas”, que farão os pequenos reparos para viabilizar o trânsito nas estradas durante o ano todo, tudo com o envolvimento e assessoramento das Comunidades. Qualquer iniciativa incompleta é literalmente “jogar dinheiro no lixo”, ou pior, assorear os rios do nosso município.