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“E agora, José?”

Carta 2

por Rogéria Ribeiro da Silva
Uma jovem é assassinada brutalmente.
O jovem assassino já está preso.
Jovens, com ansiedade, comentam o fato.
Jovens, curiosos, buscam por fotos.
José, não acabou.
Jovens, quase ainda meninos, são assassinados quando de madrugada,
saem da boate.
 José, a sociedade novamente exclama:
- Meu Deus! Para onde vai esta juventude?
 E agora, José?
Chega de exclamações.
É preciso acompanhá-los na caminhada.
 José, de que modo?
Basta alertá-los contra a violência, a promiscuidade, a falsidade,
a corrupção, a busca ingênua de liberdade, do prazer momentâneo?
Não.
José, é urgente não sentir medo ou vergonha de mostrar e cobrar-lhes, incessantemente,
o respeito, o limite, a tolerância, a sabedoria,
a verdadeira amizade, o respeito por si mesmo, o valor à vida,
a fé, o amor.
José, o primeiro passo ainda é nosso.