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Festa da Glória

Ao Sr. editor do Jornal Local e aos demais valencianos,

por Jocely A. Macedo da Rocha – Jô
Na última edição do Jornal Local (18/08/2011), pude observar que foram abordadas, no bojo de seu editorial, questões relativas a questionamentos quanto à organização da “nossa” Festa da Glória. As palavras do editor, praticamente, soaram, também, como uma réplica a uma carta/protesto que postei na internet e que foi encaminhada à redação do já referido Jornal, o qual, por motivos de “excesso de matérias”, não a publicou na edição anterior ao dia 18/08.
Lamento que os leitores do Jornal Local não tenham tido acesso às minhas palavras antes da “réplica” do Sr. Gustavo. Se assim fosse, talvez pudessem, conhecendo também meu ponto de vista, ter olhos mais críticos às minhas palavras e às do editor. Uma pena, pois, na verdade, não foi possibilitado o diálogo, o que, aliás, tanto enriquece o jornalismo democrático e isento de julgamentos de valor.
Gostaria, portanto, de deixar registrado aqui, que não preciso me “conformar”, como propõe o texto do Jornal, pois, felizmente, não faço parte dos “valencianos afeitos a excessos e que acham que quantidade é o que importa”. Quando levantei meu protesto com relação aos quatro dias suprimidos da Festa da Glória deste ano, minhas palavras foram embasadas em aspectos culturais, econômicos e afetivos, o que é muito mais importante do que a quantidade de outras festas que esta cidade possa vir a ter. Absolutamente, não se trata de quantidade. Fui muito mal interpretada... Enfim, “eu sou responsável pelo que eu falo, não pelo que você entende” (...).
                                                                                                 Jocely A. Macedo da Rocha – Jô


Nota do editor: O referido editorial da edição anterior, embora tenha “soado” como réplica de uma carta da leitora, não o era. Jô ignora que assim como a sua manifestação, somos, naturalmente, destino de muitas outras, por escrito e ao pé do ouvido. O editorial foi construído a partir da visão acerca do todo e não especificamente da produzida por ela. Infelizmente, sua carta, assim como outras e mais o editorial e o expediente da edição 249, foram sacrificados por causa de compromissos comerciais, depois de já estarem diagramadas. Entendemos a frustração, bem como, a desconfiança gerada, no entanto queremos aqui reafirmar que, neste caso, não houve má fé ou intenção de impedir qualquer diálogo, apenas a intenção do jornal de se posicionar e reafirmar sua opinião de que as festas de Valença e região precisam ser revistas – só isso.