Teatro
por Hamilton Maia de OliveiraEm homenagem a ilustre valenciana Rosinha de Valença, que tanto levou o nome de nossa cidade ao Brasil e ao mundo, hoje servindo de vergonha para nós valencianos e descaso de nossos governantes esta obra, bem na chegada de Valença, transformada em depósito de entulho de carnavais passados e de lixo, escondido meio a tapumes de madeira.
Quantos candidatos a vereadores e a prefeito fizeram discursos nesta praça, prometendo sua recuperação, e nada. E hoje, tal qual cavaleiros numa tavola redonda, fazem seus teatros de comédia, drama, farsa, tragédia e nada muda para a melhora. A praça onde está construído este teatro, acima de uma galeria de passagem de água sobre um córrego, está toda destruída. Parque, quadra sem cobertura, tudo abandonado. O mais perigoso o asfalto na rua Silvina Borges Graciosa, ao lado, cedendo totalmente. Vem sendo tratado como um enfermo com feridas, onde o médico ao fingir curar-lhe cobre com esparadrapo como paliativo. Ou seja, iminente buraco, afundando, sendo coberto por chapas de piso, podendo causar graves acidentes.
Lembrando parte de um texto da conhecida amiga e autora valenciana, senhorita Cristina Jordano, a qual peço licença para incluir neste protesto:
“... Eu me importo sim
com o Teatro Rosinha de Valença,
tombado pelo desprezo
Silenciosamente improdutível
feito um melífero na boca sem língua,
num drama nefasto.”
Lembrando também um antigo provérbio, que serviria para estes políticos, pseudo-salvadores valencianos: “Devemos dar ao povo o que o povo gosta, e quer para si e para todos”.
