Valença “A Princesinha da Serra” e “A Rainha da Poluição Sonora”
por Manoel Gomes RibeiroNão se falava ainda em poluição sonora e a “novidade” até que agradou a população. À noite, na rua dos Mineiros, as moças casadoiras e os rapazes passeavam: elas na rua dos Mineiros propriamente dita e eles nas duas calçadas laterais. Muitos namoros ali iniciados terminaram em casamentos, alguns felizes e bem sucedidos e outros que terminaram em verdadeiros desastres, pois também não se falavam em divórcio. Aliás, a primeira separação foi de meu próprio tio Geraldo que se desquitou da dona Diva.
Hoje, Valença está mergulhada em um nível de poluição sonora que chega às raias do absurdo. O centro da cidade é bombardeado diariamente através das “famigeradas” bicicletas falantes e dos carros de som, todos em altíssimo volume. Agrava a situação os alto-falantes nas portas das lojas do centro, onde ninguém pode conversar em paz.
À poluição sonora se junta à poluição visual com lojas cujos outdoors enfeiam ainda mais os poucos prédios históricos que restaram ali.
Ciclistas tornaram a rua dos Mineiros um perigo, pois não respeitam a única rua de pedestres da cidade, circulando até mesmo nas calçadas. Sobre a Guarda Municipal, até hoje passados tantos anos após a sua criação, não encontrei nenhum valenciano ou morador desta cidade que esteja satisfeito com sua atuação: só se ouvem críticas.
Ninguém toma providências. O prefeito, sempre ausente, nada faz, até porque não circula no centro da cidade e, se o faz, é no centro da “pacata” Rio das Flores. Os vereadores, esses também nada fazem, certamente porque não querem tomar providências que acarretariam perdas de votos.
Diante do exposto, para quem apelar? Ao Senhor Bispo? Outro ausente?
Valha-nos Nossa Senhora da Glória!
