Vergonha, Desrespeito e Omissão!
por Ana MacielMas este não é o caso atual; agora é tarde para gritar contra a traição passada. O que clama no momento é o grito de socorro emitido por todos os valencianos que usaram e usam o Hospital Geral Comendador José Fonseca em seus momentos aflitivos e sobretudo, o insuportável desrespeito para com todos aqueles que acreditaram na criação do “Plano de Saúde da Santa Casa”, a ele se afiliando e que pagaram, durante longos anos, suas mensalidades em dia.
Muitos desses irmãos já pertencem à “terceira idade”, não são possuidores de recursos que lhes permitam emigrar para outros “Planos de Saúde’ e algumas vezes não têm condições para viajar à outras cidades. Tudo deveria ser resolvido em nossa cidade.
Alegando desculpas mil - algumas críveis, mas em sua imensa maioria discutíveis e inverídicas -, o Provedor, - escorado e talvez quem sabe, até mesmo incentivado por quem detém o poder maior -, elaborou um audacioso “plano funerário’ para a nossa Santa Casa da Misericórdia, - esta mesma criada há duzentos anos atrás, para cuidar da saúde do povo valenciano -, que veio a culminar com o seu inevitável óbito, neste último mês de dezembro. Triste, tristíssimo presente de Natal do Provedor e do seu Mandante, para a sociedade valenciana.
E agora, como fica a situação do povo que carece de recursos mais primários para um atendimento emergencial em seus problemas de saúde?
E os pobres afiliados ao “Plano de Saúde”?
Não me posso estender mais, devido à falta de espaço.
Entretanto, aqui fica uma pergunta: “Será que a impunidade que premia os corruptos administradores deste país, em Brasília e outros locais do nosso país já chegou à Valença também? Será que todos vão ficar calados sem reclamar, sem protestar, quais cordeiros maltratados pelo pastor, sem aprisco e sem amparo?
Será que ninguém vai entrar nesta luta em defesa dos interesses básicos do povo, ou seja, da sua saúde e dos seus direitos adquiridos nos Plano de Saúde?
Onde está o Ministério Público? Onde está a Polícia Federal? Onde está a OAB?”
E de nada adianta resmungar a conhecida e popular frase: “Ora, vão se queixar ao Bispo...”
