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Educação: servidores se fortalecem

Profissionais denunciam supressão de turmas. Município fala de estudo preliminar

por PHN
Professores repudiaram supressão de turmas (Foto: PHN)
A mobilização dos profissionais de Educação no município, que reivindicam aumento de salários com a proximidade da data-base (1º de maio), se fortaleceu na semana passada. O motivo, ao que parece, foi a indignação dos servidores quanto a suposta decisão do governo de suprimir turmas e colocar profissionais à disposição. A ordem motivou, inclusive, a paralisação dos profissionais do Ciep do Bairro de Fátima, que criticam a medida. A Prefeitura de Valença desmentiu o caso, alegando que não existe qualquer determinação. O que há é apenas um estudo, que não terá qualquer efeito imediato nas unidades.
A denúncia foi feita na noite de sexta-feira (15/04), na assembleia da categoria com a participação do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação). Por conta do alvoroço causado pela tal ordem, vários profissionais compareceram ao encontro, que marcou, aproximadamente, duzentos servidores reunidos. Antes de falar do assunto, Danilo Serafim, diretor do Sepe, comentou as alegações da secretária de Administração, Clara Pentagna, lembrando que a tal proposta de aumento em 6% se trata, na verdade, da progressão entre níveis, que se dá por tempo de serviço e formação acadêmica. Esclareceu também que os R$ 36 milhões que o Sepe vem batendo nas assembleias e na mídia não tem nada a ver com os repasses do Fundeb, que, segundo a secretária, têm a previsão de R$ 20 milhões para este ano. Segundo Danilo, os R$ 36 milhões são o orçamento previsto pelo Município a ser aplicado na Saúde em 2011 (Lei Orçamentária Anual).
Lembrou, entretanto, que vai esperar a reunião de quarta-feira (20/04), acreditando nas palavras da secretária de que o Governo não fechou o diálogo e irá ouvir as reivindicações dos servidores.
Polêmica
A seguir, deu vez aos profissionais de algumas escolas, para falarem sobre o problema da semana. Uma profissional da Escola Municipal Regina Coeli Amorim (Cambota) destacou que a ordem está chegando em todas as unidades e já se fala em remanejamento de profissionais. O motivo seria que o número de alunos nas escolas é incompatível com a quantidade de servidores. Em entrevista ao Jornal Local, servidores do Ciep Municipalizado Luciano Gomes Ribeiro (Bairro de Fátima) informaram que, através da direção da Escola, a Secretaria de Educação determinou a supressão de duas turmas da série de início de alfabetização e a retirada de onze funcionários: dois agentes um e nove agentes dois, todos servidores antigos e estatutários.
“É uma escola de grande inclusão e os funcionários que estão lá são funcionários antigos. E para atender as necessidades das nossas crianças, nós não temos necessidade de retirar ninguém! Nós não podemos falar em número de alunos, temos que falar em qualidade de ensino”, lembrou uma servidora, ressaltando que a unidade recebe alunos portadores de necessidades especiais. Os profissionais alegaram ter pedido a presença de algum representante da Secretaria para dialogar, mas como ninguém compareceu, os profissionais realizaram a paralisação, que ocorreu na sexta-feira, pela manhã.
Por conta dos relatos, os profissionais votaram e repudiaram a atitude do Governo, alegando que se a iniciativa persistir poderão procurar medidas, como paralisações e greves, para mostrar sua insatisfação. Continue lendo no Jornal Local.