Fábrica de notas fiscais
Preço de fabricação de UPAs e UPPs é questionado por matérias da grande imprensa e revela que Metalúrgica Valença só tira notas fiscais, já que módulos metálicos estão sendo fabricados em Barra do Piraí...
por Redação
Detentora de isenção fiscal do governo a empresa inaugurada, em 2010, já teria recebido cerca de R$ 173 milhões e já teria deixado de pagar com isso R$ 45 milhões de impostos, apesar de não estar gerando a contrapartida de empregos. Diante da gravidade da denúncia que vem de encontro a constatação de que a Metalúrgica Valença, efetivamente, ainda não começou a produzir, o deputado André Corrêa disse que está pedindo a fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda em todas as novas fábricas de Valença, que obtiveram a isenção fiscal.
Procurado pela reportagem da Veja, o empresário Ronald de Carvalho teria afirmado que não via problema em usar a fábrica de uma de suas empresas para construir algo que deveria ser feito por outra. Tampouco teria explicado por que, depois de conseguir empréstimos de R$ 4 milhões e concessão para o uso do terreno pela Prefeitura de Valença, e de ter direito a um imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) 17% menor do que o de Barra do Piraí, até agora não instalou fábrica alguma na cidade. O governo do Rio afirmou, a mesma reportagem, que desconhece as irregularidades relativas aos módulos de saúde e que os contratos para as UPPs seriam de responsabilidade da OGX, empresa do mega empresário Eike Batista. Para O Globo, a direção da Metalúrgica teria dito utilizou isenções em acordo a legislação que privilegia empresas que fornecem para o governo, no que foi desmentida por levantamento feito junto à Secretaria de Fazenda pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL) que mostra que a maior parte foi mesmo obtida através da Lei que concede redução do ICMS de 19% para 2%. Continue lendo no Jornal Local.
