PUBLICIDADE Assine Anuncie_edital

Fábrica de notas fiscais

Preço de fabricação de UPAs e UPPs é questionado por matérias da grande imprensa e revela que Metalúrgica Valença só tira notas fiscais, já que módulos metálicos estão sendo fabricados em Barra do Piraí...

por Redação
Fábrica inaugurada em 2010 ainda não produz, mas já fatura para o Estado (Foto: Ricardo Reis)
O jornal O Globo e a revista Veja denunciaram, nesta semana que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) feitas com contêineres ou pré-moldados estariam custando 25% mais que hospitais feitos de alvenaria. No entanto, o que causou maior impacto, em Valença, foi que as reportagens apuraram que a empresa contratada para executar o serviço, desde 2009, foi a Metalúrgica Valença, que, até então só fez tirar notas fiscais, pois a produção tem se concentrado em Barra do Piraí.
Detentora de isenção fiscal do governo a empresa inaugurada, em 2010, já teria recebido cerca de R$ 173 milhões e já teria deixado de pagar com isso R$ 45 milhões de impostos, apesar de não estar gerando a contrapartida de empregos. Diante da gravidade da denúncia que vem de encontro a constatação de que a Metalúrgica Valença, efetivamente, ainda não começou a produzir, o deputado André Corrêa disse que está pedindo a fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda em todas as novas fábricas de Valença, que obtiveram a isenção fiscal.
Procurado pela reportagem da Veja, o empresário Ronald de Carvalho teria afirmado que não via problema em usar a fábrica de uma de suas empresas para construir algo que deveria ser feito por outra. Tampouco teria explicado por que, depois de conseguir empréstimos de R$ 4 milhões e concessão para o uso do terreno pela Prefeitura de Valença, e de ter direito a um imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) 17% menor do que o de Barra do Piraí, até agora não instalou fábrica alguma na cidade. O governo do Rio afirmou, a mesma reportagem, que desconhece as irregularidades relativas aos módulos de saúde e que os contratos para as UPPs seriam de responsabilidade da OGX, empresa do mega empresário Eike Batista. Para O Globo, a direção da Metalúrgica teria dito utilizou isenções em acordo a legislação que privilegia empresas que fornecem para o governo, no que foi desmentida por levantamento feito junto à Secretaria de Fazenda pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL) que mostra que a maior parte foi mesmo obtida através da Lei que concede redução do ICMS de 19% para 2%. Continue lendo no Jornal Local.