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Hospital Geral: nova reunião busca consenso

PMV, Santa Casa e Câmara debatem destino da unidade

por PHN
Reunião (Foto: PHN)
A tão esperada e prometida reunião entre o prefeito Vicente Guedes e o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Valença, Paulo Bittencourt, finalmente saiu. O encontro foi conseguido pelo vereador Felipe Farias (PT) e contou com os membros da Comissão de Saúde da Câmara e com o secretário de Saúde do Município, José Rogério Moura de Almeida Filho. Na pauta, um projeto de recuperação da unidade através da implantação do Centro de Referência em Oftalmologia, com investimentos do Governo do Estado. Contudo, a Prefeitura deixou claro: não quer municipalizar o hospital!
A reunião foi realizada na manhã de quinta-feira (14/04), no gabinete de Vicente Guedes. Foi o próprio prefeito quem começou o diálogo. Ele disse saber da real situação do Hospital Geral José Fonseca (HGJF) e que o valor de repasse do SUS pelo pagamento de serviços prestados é muito baixo e insuficiente. Afirmou que, atualmente, o Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (FAA) tem conseguido atender praticamente toda a demanda da cidade, mas isso não quer dizer que o Governo queira acabar com o Hospital Geral. Vicente destacou que o tão falado projeto de intervenção do Governo tinha por objetivo ajudar a Santa Casa a se reerguer. E ressaltou: o município não tem condições financeiras de arcar com a municipalização do hospital e, portanto, isso está fora de questão.
O prefeito passou, então, a falar do projeto de implantação, em Valença, do Centro de Referência em Oftalmologia, com a ideia de que seja usado o Hospital Geral para sediá-lo. Vicente alegou que a Prefeitura que irá financiar, inclusive, a viagem de representantes da Santa Casa à cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde está a sede do IOFS (Instituto de Oftalmologia Faxinal do Soturno), responsável pelo projeto. José Rogério apresentou o plano do Governo para o HGJF. A ideia é implantar naquele prédio o Centro de Oftalmologia, que precisa de, pelo menos, oitocentos metros de área para a implantação. O secretário de Saúde do Estado, Sergio Cortes, tem amplo interesse no projeto, já que, atualmente, os pacientes têm sido enviados para fora do Rio para o tratamento. A previsão é que, com o Centro, Valença acabe ganhando um turismo na área da saúde na ordem de quinze mil pessoas/mês.
O Estado vai investir no projeto com a compra de todo equipamento necessário. A Santa Casa receberá um percentual pelo serviço implantado em suas instalações. A corrida, agora, é para não perder o serviço. Valença precisa agilizar as negociações e os demais trâmites para não perdê-lo, já que outros municípios também estão na fila de espera. Recentemente, o coordenador do instituto, Dr. Lair José Hüning, esteve na cidade e visitou o Hospital José Fonseca, demonstrando interesse pelo local. Para Vicente Guedes, é preciso sentar a três mãos, Município, Estado e hospitais, e definir o que precisa ser feito.
Oxigênio
O provedor, por sua vez, reclamou da falta de diálogo e lembrou que, em janeiro deste ano, o então secretário de Saúde, José Rogério, tinha procurado os hospitais e discutido um processo de separação dos serviços, que, se tivesse sido implantado à época, já estaria em pleno funcionamento, ajudando a Santa Casa a se reerguer. Mas o projeto não avançou. Destacou que o custo com as balas de oxigênio é altíssimo e inviável e se não for resolvido, vai levar ao fechamento da instituição. Paulo ressaltou que a ideia é comprar a usina de oxigênio (como foi informado em edições anteriores) para diminuir o custo. O secretário de Saúde lembrou que, muitos hospitais Brasil afora, funcionam com balas de oxigênio e é possível comprar no mercado o material mais barato. Atualmente, a Santa Casa está pagando R$ 12 o metro cúbico, enquanto que há empresas que vendem a R$ 3 ou R$ 4. Continue lendo no Jornal Local.