Hospital Geral: nova reunião busca consenso
PMV, Santa Casa e Câmara debatem destino da unidade
por PHN
A reunião foi realizada na manhã de quinta-feira (14/04), no gabinete de Vicente Guedes. Foi o próprio prefeito quem começou o diálogo. Ele disse saber da real situação do Hospital Geral José Fonseca (HGJF) e que o valor de repasse do SUS pelo pagamento de serviços prestados é muito baixo e insuficiente. Afirmou que, atualmente, o Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (FAA) tem conseguido atender praticamente toda a demanda da cidade, mas isso não quer dizer que o Governo queira acabar com o Hospital Geral. Vicente destacou que o tão falado projeto de intervenção do Governo tinha por objetivo ajudar a Santa Casa a se reerguer. E ressaltou: o município não tem condições financeiras de arcar com a municipalização do hospital e, portanto, isso está fora de questão.
O prefeito passou, então, a falar do projeto de implantação, em Valença, do Centro de Referência em Oftalmologia, com a ideia de que seja usado o Hospital Geral para sediá-lo. Vicente alegou que a Prefeitura que irá financiar, inclusive, a viagem de representantes da Santa Casa à cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde está a sede do IOFS (Instituto de Oftalmologia Faxinal do Soturno), responsável pelo projeto. José Rogério apresentou o plano do Governo para o HGJF. A ideia é implantar naquele prédio o Centro de Oftalmologia, que precisa de, pelo menos, oitocentos metros de área para a implantação. O secretário de Saúde do Estado, Sergio Cortes, tem amplo interesse no projeto, já que, atualmente, os pacientes têm sido enviados para fora do Rio para o tratamento. A previsão é que, com o Centro, Valença acabe ganhando um turismo na área da saúde na ordem de quinze mil pessoas/mês.
O Estado vai investir no projeto com a compra de todo equipamento necessário. A Santa Casa receberá um percentual pelo serviço implantado em suas instalações. A corrida, agora, é para não perder o serviço. Valença precisa agilizar as negociações e os demais trâmites para não perdê-lo, já que outros municípios também estão na fila de espera. Recentemente, o coordenador do instituto, Dr. Lair José Hüning, esteve na cidade e visitou o Hospital José Fonseca, demonstrando interesse pelo local. Para Vicente Guedes, é preciso sentar a três mãos, Município, Estado e hospitais, e definir o que precisa ser feito.
Oxigênio
O provedor, por sua vez, reclamou da falta de diálogo e lembrou que, em janeiro deste ano, o então secretário de Saúde, José Rogério, tinha procurado os hospitais e discutido um processo de separação dos serviços, que, se tivesse sido implantado à época, já estaria em pleno funcionamento, ajudando a Santa Casa a se reerguer. Mas o projeto não avançou. Destacou que o custo com as balas de oxigênio é altíssimo e inviável e se não for resolvido, vai levar ao fechamento da instituição. Paulo ressaltou que a ideia é comprar a usina de oxigênio (como foi informado em edições anteriores) para diminuir o custo. O secretário de Saúde lembrou que, muitos hospitais Brasil afora, funcionam com balas de oxigênio e é possível comprar no mercado o material mais barato. Atualmente, a Santa Casa está pagando R$ 12 o metro cúbico, enquanto que há empresas que vendem a R$ 3 ou R$ 4. Continue lendo no Jornal Local.
