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Mais uma pessoa em situação de rua falece no centro

E a culpa é de quem? O poder público pode ser processado?

por Giovanni Nogueira
Desemprego, bebida e separação motivos principais (Foto: Giovanni Nogueira)
Semana passada veio a falecer mais uma pessoa em situação de rua. Notícia inaceitável para um município com pouco mais de setenta mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2010. Mais comovente ainda, é que não é a primeira vez. Recentemente foi noticiado aqui o falecimento de outro cidadão nas mediações do Mercado Municipal.
Noite de terça-feira, edição do jornal fechada e a movimentação de ambulância na Praça da Bandeira deixava claro que a situação era anormal. Após entrarmos em contato com o Hospital Geral, constatamos que se tratava de Roberto Gonzaga. Procuramos o enfermeiro Sílvio, que nos relatou que quando chegou ao atendimento a situação era grave. “Ele estava respirando com muita dificuldade. Expirou secreções misturadas com sangue e estava praticamente nu, apenas de cueca sob um cobertor. Levamos para o hospital, e o mesmo faleceu mais tarde. Complicações no pulmão e coração podem tê-lo levado à morte”.
Segundo comerciantes e uma moradora na proximidade, a situação é triste e algo deveria ser feito com urgência. “Há uma senhora ali que está precisando de doação de fralda porque ela está com sério problema urinário. O inverno está chegando e não é o primeiro que morre. Todo ano acontece isso. Ele ficou ali três horas porque não tinha ambulância. Fiquei indignada porque não consegui ligar através de meu celular, só por orelhão. Imagina se alguém no Cambota precisa e o orelhão está danificado?” indigna-se Luiza Jannuzzi, advogada. Ela continua. “Deveria haver um abrigo. À noite não tem para onde eles irem e não têm comida. Há problemas na cidade com o ser humano, com os cachorros e com o meio ambiente. E não estamos cuidando de nenhum. Estamos destruindo tudo”. Continue lendo no Jornal Local.