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Quebra-molas: legalidade e necessidade

por Paulo Henrique Nobre
Aqui, o problema é que o sinal não indica o local certo da lombada (Foto: Ricardo Reis)
Eles estão espalhados pela cidade. São colocados sem critérios e sem estudos prévios, muitas vezes, atendendo ao clamor da comunidade ou, o que é pior, ao clamor político. Recentemente, por exemplo, uma lombada foi colocada, e retirada dias depois, na rua Coronel Leite Pinto, porque atrapalhava o fluxo de ambulâncias em direção aos hospitais. Mas será que os quebra-molas resolvem o problema da violência no trânsito? Nesta edição, o Jornal Local foi procurar informações com autoridades públicas sobre o tema e saber delas se a instalação desses equipamentos de redução de velocidade está atendendo a legislação em vigor.
Para o capitão Rodrigo Tjäder, comandante da 3ª Cia da Polícia Militar, a resposta é não. Segundo o policial, Valença aplica mal o aparelho, não respeitando os critérios permitidos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e demais resoluções do Contran, tanto quanto à sua colocação, quanto como à forma como devem ser construídos. Para o comandante, trata-se de erros que vem, há mais de dez anos, e que não acontecem apenas em Valença: são comuns em várias cidades. Segundo ele, quem normatiza a colocação e o tipo de quebra mola (também conhecido como lombada) é a Resolução 39/1998 do Denatran (Departamento Nacional do Trânsito). E em grande parte dos casos, o uso dos redutores é irregular. Continue lendo no Jornal Local.