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Conhecendo a música ao redor do mundo

Valenciano segue a música erudita no Brasil e no exterior

por Natália Braga – estagiária JL
Rafael Fonseca (Foto: Arquivo pessoal)
O jovem valenciano Rafael Fonseca deixou de estudar Arquitetura para embarcar em uma grande paixão de sua vida, a música clássica. Em 2005, aconteceu sua primeira experiência: ensinar sobre a história da música clássica aos amigos. Em seguida, a organização das viagens através da sua empresa, a ViRa Soluções Criativas, sociedade que tem com o ator e produtor mineiro, Vinícius Cristóvão. O primeiro destino foi a OSESP (Sinfônica do Estado de São Paulo) e, rapidamente, já estava visitando países como à Alemanha (2007).
“Tudo o que sei de música vem das leituras e pesquisas - e devo muito ao meu avô, o advogado valenciano, Nilo Borges Graciosa, com quem eu passava horas e horas ouvindo as grandes obras”, afirmou Rafael. No Rio de Janeiro, Rafael trabalha com as viagens musicais e com as aulas sobre a vida dos compositores, períodos históricos, formação das orquestras e as diferentes escolas de interpretação. Questionado pelos amigos, por diversas vezes, sobre o porque de não ensinar música clássica, Rafael decidiu abrir um curso e sua proposta era informar, em dez aulas, tudo o que sabia sobre o assunto. “Quando me dei conta, estava sendo convidado a promover o curso em locais públicos. Hoje, ocupo espaços importantes, como o Jockey Club (Gávea), o exclusivíssimo Country Club (Ipanema) e acabo de ser convidado para a Casa do Saber (Lagoa)”, diz Rafael.
Falando direto de Moscou, na Rússia, onde está acompanhando o Concurso Tchaikovsky, um encontro realizado na Capela de São Petersburgo com os melhores instrumentistas do planeta, Rafael falou sobre as inúmeras viagens que já fez. Lembrou-se dos Festivais de Páscoa, em Lucerna (Suíça) e Salzburg (Áustria), com maestros como Gustavo Dudamel e Simon Rattle. As viagens são formadas em média por um grupo de quinze pessoas, pois, assim, todos recebem a devida atenção. O seu reconhecimento é uma consequência. “Acho que sou muito bem reconhecido e muito bem recompensado. Primeiro, é um privilégio você ter como interlocutoras, pessoas como a empresária Vanda Klabin, Merval Pereira, Paulo Niemeyer, o embaixador Luiz Felipe Lampreia, Teresa Bulhões de Carvalho e todos os alunos dos meus cursos”.
A música no Brasil
Para Rafael, a música clássica no Brasil não tem muita repercussão. Segundo ele, há casos pontuais, como Manaus e sua ópera, e no sudeste, a exceção representada pela OSESP, que é a única orquestra brasileira com padrão de excelência para excursionar pelo exterior e realizar gravações. “Aliás, ela vem sendo constantemente premiada por seus discos e recompensada na Europa, onde a competição é acirrada. A OSESP viveu uma revolução coordenada pelo maestro John Neschling (que, apesar do nome, é carioca), que teve forte apoio do governador Mário Covas. Esse apoio traduziu-se naquilo que uma orquestra precisa, que são bons salários e uma sede, a Sala São Paulo, na antiga Estação da Luz”. Continue lendo no Jornal Local.