Evento cultural ARTE VALENÇA! trará atrações de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro
Artistas de Resende, Volta Redonda e Barra do Piraí fecham o grupo de fora
por Giovanni Nogueira
O escritor Carlos Brunno S. Barbosa, de Barra do Piraí, sempre presente nas movimentações culturais da cidade, comandará o sarau de poesias “Solidões Coletivas” no sábado, dia 21, às 10 da manhã, com um grupo de poetas, dos músicos Fael Campos e Zé Zombie, além do grupo teatral Arte-Ofício, sempre presente nos lançamentos literários de Brunno.
De Volta Redonda, vem a DFRONT/SA com seu metal calcado em bandas como Pantera, irá finalizar o evento “Um Grito Rock Em Uma Noite Fora do Eixo”, que trará uma série de bandas de rock, a partir das 17 horas de sábado, no Jardim de Cima.
A Ricto Máfia, de Resende, traz em seu site www.reverbnation.com/rictomafia:
“De utopia adolescente à válvula de escape para frustrações cotidianas, a Ricto Máfia é, atualmente, a expressão de duas mentes que viveram em épocas diferentes, com praticamente a mesma trilha sonora: o rock dos anos 80 e 90. Hoje, o casal Ive Môco (guitarra/vocal) e Rafael Fralda (bateria) divide a vida, as ideias e a música, adicionando ao rol de influências referências literárias e o rock moderno dos anos 00 resultando na liberdade de compor músicas que vão de baladas à distorção, e ainda uma ou outra que lhe permita dançar. Atualmente, divulga o single “Paredes”. Ou seja, é esperar pra curtir.
A Elasticdeath, também de Resende, é do curioso subgênero de hardcore “Tokusatsu Power Violence”. Revelam que as músicas são marcadas por mudanças repentinas de tempo e timbres graves e sujos. “As bandas de powerviolence originais eram marcadas não apenas pelos andamentos velozes e vocais berrados, mas por essas características. Tokusatsu é um termo japonês que descreve qualquer filme de ação ao vivo ou na televisão.” A banda atualmente, divulga a demo “Terceiro Impacto”, tem cerca de 30 mil acessos em seu my space e seu site é www.reverbnation.com/elasticdeath.
Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais
De Minas, Negro Léo traz o talento, a animação e o carinho de se apresentar mais uma vez em Valença, com apenas seu violão e seu parceiro no “cajon” - instrumento artesanal de percussão. Único representante também do estado de São Paulo, Wallace Costa, fará apresentação semelhante, porém solo com seu violão e gaita com sua música que passeia pelo folk, flerta com a bossa nova e apresenta pitadas de Velvet Underground - cultuada banda alternativa.
Do Rio de Janeiro, Lê Almeida, um dos nomes que mais despertam a atenção no cenário independente nacional, que diz que a experiência de tocar em vários lugares do Brasil é muito satisfatória. “Eu acho super demais poder tocar em algum lugar fora da região onde moro e poder desfilar acordes altos e ultradistorcidos com meus amigos. E, além disso, poder semear todos os roques da Transfusão em meio a todos os nossos discos” diz o roqueiro que tem seu próprio selo (um selo é uma gravadora, distribuidora e produtora independente). E finaliza, dizendo um pouco sobre seu mais novo lançamento. “Iremos realizar o lançamento do vinil ‘Coração Transfusionado’ na banquinha da Transfusão; no palco será o show novo com quase todo o disco novo ‘Mono Maçã’ lançado inicialmente na Inglaterra”.
Mais uma banda que faz o indie low-fi (independente de baixa qualidade) ou “roque de guitarras”, é a Cre Tina que revela em seu My Space, as influências de Stooges, Sonic Youth, Mutantes, The Who. O “power trio” conta com Letícia Lopez no baixo e na voz, e deve agradar o público que curte guitarra distorcida.
Stereomob faz também o estilo “indie”, lembra The Strokes com um pé no despretensioso rock brasileiro do início dos anos 80. Ricardo Gama, amigo da banda, destaca a bateria dançante, o baixo no melhor estilo 70’s e a guitarra grudando nos ouvidos, além da sonoridade ‘Disco-Punk’ da banda. E afirma que o Stereomob “é um misto de paradoxos e ambiguidades tão comuns ao mundo moderno. Música pra se ouvir batendo os pés. Não é de se surpreender que o rock sempre fale das mesmas coisas, dos mesmos casos e anseios. O rock é jovem, ele precisa disso, e ele precisa de cores e diversões que se perderam por aí... até agora”.
Os trabalhos de Lê Almeida e Wallace Costa podem ser conferidos no blog http://transfusaonoiserecords.blogspot.com. Cre Tina e Stereomob estão no my space, bem como Dfront/sa, Ricto Mafia e Elastic Death.
