Exposição de fotografias na Casa Léa
Igor Alecsander apresenta seu trabalho sobre Valença
por Giovanni Nogueira
A Exposição de Fotografias “Valença em Alto Alcance Dinâmico” vai até o dia 2/10, no horário de 9h às 11h30 e de 13h30 às 16h. A mostra, em comemoração ao aniversário da cidade, apresenta fotografias em HDR (High Dynamic Range) de Valença e região. Segundo Igor Alecsander, a técnica utiliza a captura de três ou mais fotos da mesma cena exata, porém com exposições diferentes. “Essas fotos são mescladas em uma única imagem para gerar um produto final de “alto alcance dinâmico”, que é a tradução para HDR. A imagem fica rica em detalhes, tanto nas sombras como nas luzes”.
O fotógrafo ficou cinco anos sem fotografar e, somente depois que voltou à Valença, recomeçou. “A pessoa deve procurar algo para se expressar. A música, a poesia... por exemplo. Hoje, acabei ficando viciado em não falar nada. Falo através de minha fotografia. A imagem deve falar por si mesma, sem necessidade de legenda”, diz ele lembrando que a fotografia pode ser um grande presente.
A primeira lembrança do artista é de quando tinha 13 anos, com uma máquina semiprofissional, mas somente com 16, herdou a máquina do pai. “Fotografava para mim; só depois, comecei a comercializar. Tirava muitas fotos de natação e até do Xuxa”, diz o profissional, que é autodidata e somente agora realiza sua segunda exposição. “Tive a sorte de conhecer um grande profissional. Mas, hoje, qualquer um pode aprender na Net a tirar foto. Esta é minha segunda mostra: a primeira foi no Espaço Néctar, nos anos 90, um dos redutos de artistas da cena artística da época, com as fotos que tirava das bandas”, diz.
Em uma visita à Casa Léa Pentagna, surgiu a ideia de realizar a exposição. “O Victor Gomes, que é um empreendedor social, conversou com a Fernanda, que sugeriu”. Ainda sobre HDR, explica: “Ele triplica, se aproxima do que realmente vemos. É tipo um efeito 3D, que na verdade é um defeito, que faz parecer uma pintura, algo surrealista. São simplesmente três fotos iguais: uma mais escura, uma normal e uma com muita luz. Depois joga-se em programas de computador, como o Photomatix. Hoje, até celular tem esse recurso”, conclui Igor, alegando, em breve, querer realizar um workshop na cidade sobre HDR, com as dicas básicas visando difundir a arte. A Casa Léa Pentagna fica na rua Vito Pentagna, 213. A entrada é franca.
