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Trajetória de vida e de chão

por Texto e fotos: Ricardo Reis
Trajetória de vida e de chão (Foto: Ricardo Reis)
Repórter fotográfico acompanhou de perto a atividade de visitas de uma folia de Reis que mantém viva a tradição da peregrinação pelas residências na cidade e na área rural.

Ao som do batuque e de palhaços pulando, chega a folia Estrela do Oriente para cantar em mais uma casa. Luis Calixto, casado com Joana Madalena desde 1979, é o líder. Ele trabalha na Fazenda Aliança, em Barra do Piraí. Todos os anos, aproveita as férias de dezembro a janeiro para se dedicar a Folia de Reis. E é, em razão de sua própria folia, que ele gasta, integralmente, seu décimo terceiro salário. A folia sai, todos os anos, com seus dezesseis componentes, no dia 24 de dezembro, só retornando treze dias depois.
Luis Antonio é vigia de um hotel fazenda de Conservatória e também sempre tira férias na mesma época. “Folião”, como é apelidado, é o contra mestre e toca acordeão e violão. Para descansar dos dezoito quilos do pesado instrumento, reveza com outros integrantes que tocam os mesmo instrumentos. Seu sobrinho, Luis Carlos, de apenas doze anos, mora em Copacabana, no Rio de Janeiro, e, nas férias escolares, não resiste em ver de perto a folia do senhor Calixto. Há quatro anos, incentivado e levado pelo tio, Luiz Carlos sai na folia e diz se identificar muito com o ambiente folclórico.  A troca com os outros integrante levou o menino a aprender a tocar pandeiro e a dar a “resposta de requita” - os conhecidos gritos ao final dos versos cantados nas folias de reis.
Os irmãos Antônio José Batista e Silvino Augusto Batista também fazem parte da folia. Para seu Antonio, que “cumpre 41 anos de missão” Continue lendo no Jornal Local.