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Aplisi: profissionalização do meio rural!

por Paulo Henrique Nobre
Na Fazenda São Paulo, inovação e higiene na hora de tirar o leite (Foto: PHN)
Para o produtor de leite valenciano, garantir o sustento de sua família sempre foi uma dificuldade. A ausência de infraestrutura e de conhecimento, aliada a um mercado que impede o pagamento adequado, enfraquece as propriedades leiteiras e inviabiliza o crescimento do setor. Por conta disso, foi criada a Associação dos Produtores de Leite Independentes de Santa Isabel (Aplisi). A entidade tem tripla missão: defender o produtor, melhorar a qualidade do leite e oferecer maior conhecimento. Com um modelo de gestão inovador, a ideia deve ser copiada e levada a todo o município.
Com nove anos de existência, a Aplisi tem atuado para profissionalizar o produtor rural e obter melhores preços na hora da venda do leite. Anualmente, nos meses de abril e maio, a entidade abre licitação junto a empresas, buscando compradores que ofereçam, ao mesmo tempo, um preço compatível de mercado e a logística adequada para buscar o leite na casa dos diversos produtores associados. Atualmente, são quarenta produtores incorporados à Aplisi, sendo trinta do Rio de Janeiro (Valença, Barra Mansa e Barra do Piraí) e dez de Minas Gerais (Carvalhos e Passa Vinte). A Associação tem hoje uma das melhores produções da região, com mais de 24 mil litros/dia, sendo mais de 13,5 mil no estado do Rio.
Na última licitação, foram vencedores as empresas Grupiara e LBR, a segunda para os associados de Passa Vinte (MG). As empresas assinaram um contrato onde aceitam avaliar o preço do leite em cima do índice emitido pelo Cepea, que emite o valor médio bruto do produto em Minas Gerais. O índice é superior ao utilizado no Estado do Rio, o que garante ao produtor da Aplisi um valor médio excelente em comparação ao que é pago na região. Mesmo com possíveis ágios (14%) e deságios (-2%) pela avaliação do leite quanto a seu volume de gordura e proteína, na contagem de células somáticas (CCE) ou na contagem bacteriana total (CBT), o preço final ainda é satisfatório. Continue lendo no Jornal Local.