Canal direto
por RedaçãoO mau acabamento dos bairros periféricos revela, com gritante contundência, a vista grossa de seguidos governos que agiram sempre com omissão de sua função ordenadora e fiscalizadora. E isto em nome de uma ação social paternalista e irresponsável, voltada para nutrir uma máquina eleitoral safada e tacanha, permitindo-se toda sorte de irregularidades.
Nos centros urbanos, por sua vez, as gestões adiam seguidamente sua intervenção e, hoje, são visíveis problemas mais afeitos as grandes cidades. E da mesma forma que na periferia, as soluções vão sendo adiadas, pois, invariavelmente, as soluções envolvem vantagens individuais cristalizadas.
O jornalismo tende a ser voz dos prejudicados, mas, também, nunca deixará de ser apoiador de primeira hora de ações responsáveis e de planejamento integrado que garantam às nossas cidades, não só resoluções voltadas para o presente, como também indicativas de um futuro melhor para todos. Pois, hoje, infelizmente, o que vemos são máquinas governamentais incapazes de nos oferecer a ousadia de construir o futuro com qualidade e profissionalismo, pois que viciadas em serem medíocres e burocráticas quebradoras de galhos e socorristas das emergências, em ações sempre pautadas no ganho político e não na obrigação.
