É contumaz e pouco expressivo
por RedaçãoEntretanto, ainda hoje, ano de 2011, cidadãos de nossa região - o outrora Vale do Café e mais recentemente vale da crise, da desesperança e da incredulidade -, relacionam-se com a imprensa ainda presos aos estereótipos do passado. Crêem que a simples presença de notório político nos renderá pauta, como se tudo que cerca os interesses partidários de uma visita, sem agenda, sem programação, sem divulgação do porque de sua aparição nos atrelará a seu aceno e a seu sorriso amarelo. Se não houver claramente, algo relevante, que gere notícia de interesse da comunidade a que servimos, não estaremos embarcados na canoa destes senhores que pouco ou nada tem a dizer. Afinal, de aperto de mão, tapinha nas costas e sorriso maroto, nós, assim como a grande maioria dos eleitores, estamos bastante satisfeitos, para não dizer fartos.
Em outro setor, porém de forma parecida, vez por outra, somos questionados como abordamos ou deixamos de abordar certos fatos. Trata-se da área de Esporte, tão bem guarnecida, aqui, pelo incansável Joel Pereira. Sempre atencioso e interessado, mas não mais ingênuo ou seduzível por promessas, projetos ou factóides, como gostariam a turma da promoção pessoal e os pseudo esportistas. Também neste caso, a relevância, de uns tempos, para cá, se esvaiu. Seja por resultados pouco significativos, seja pelas competições regionais esvaziadas, alavancadas tão somente por interesses políticos ou de um insosso marketing pessoal. Nada contra, mas que não contem com a boa vontade do heróico colunista, ou da cumplicidade deste periódico. Em que pese, a seriedade do trabalho realizado por algumas exceções, a quem damos todo apoio, caso da ABF, do Clube dos Coroados e dos esforços de retomada da Liga Valenciana, o esporte precisa alçar outros patamares e se consolidar como notícia não só por disputas e classificações de relevância questionável, mas sobretudo por resultados que demonstrem evolução competitiva e gerem semeadura, atraindo crianças e jovens para a prática que revelará talentos e potenciais.
E já que estamos vivendo o clima de proximidade da disputa da inédita Olimpíada tão próxima (Rio 2016), cabe-nos questionar. Pelo que Valença já foi no ciclismo, quantos medalhistas olímpicos deixamos de ter por não termos, até hoje, um velódromo? Com tantas cachoeiras, rios e piscinas, quantos medalhistas olímpicos deixamos de produzir na natação? E tendo tão vasta área rural e tantos campos, quantos talentos de atletismo, provavelmente, deixamos de descobrir para os pódios mundiais? E por aí outras perguntas se seguirão.
