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Fim do túnel

por Redação
Luz no fim do túnel. A crise do hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Valença tem sido profícua para a discussão de soluções. Tem sido útil, ainda, para revelar que soluções passando pela continuidade da administração de recursos a fundo perdido, não mais serão aceitas. Tem contribuído, ainda, para revelar que tanto os membros da Irmandade, como grande parte da população entendem que o hospital é patrimônio do município. Nem tanto pela montanha de recursos lá investidos, mas mais pelo que representa. OU seja, se quiserem vendê-lo... não tem preço. Ou alguém acha que a Catedral poderá ser vendida, um dia?
A ideia do deputado André Corrêa, veiculada nesta edição, de convencer o governo de Estado em transformar nosso Hospital em hospital regional, não deve ser descartada por partidarismos extemporâneos ou crenças de aproveitamento político do caos instalado. Considerando o poderio econômico do Estado, trata-se de uma proposta das mais viáveis e interessantes para todas as partes. Para a instituição que passará a receber recursos para administrar seus problemas e que, futuramente, poderá lhe servir para atuar na assistência social e religiosa dos enfermos daqui e de outras cidades vizinhas que para aqui se encaminharem. Para o município com o aporte de empregos e serviços que passará a dispor. Para a Faculdade de Medicina com a ampliação das possibilidades de prática para seus alunos. Para a Saúde Municipal que assim poderá concentrar, enfim, seus esforços e recursos na prevenção e investir cada vez mais no Programa de Saúde da Família (PSF). E, enfim, para a população valenciana e, numa visão mais ampla, para boa parte da população da Diocese de Valença, que passará a ter, bem mais perto de casa, um hospital regional comandado pela responsabilidade governamental do Estado.
Esperamos que os espíritos se desarmem e que possamos vislumbrar a sorte de ter, aqui, um Hospital Regional José Fonseca, do Estado do Rio de Janeiro. E assim, apaziguarmos, de vez, mais um foco de disputas de poder desproporcionais com o anseio da população. Aguardemos a sucessão dos fatos.