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Terminou a Festa de Nossa Senhora da Glória...

por Redação
Terminou a Festa de Nossa Senhora da Glória. Momento de religião, confraternização e reencontro. Reencontro com a religiosidade secular destes montes, reencontro de valencianos com a sua terra, seus familiares e amigos. A festa realizada desde os meados do século XIX, cresceu, se ampliou em extensão e em propostas de lazer. O que antes era no entorno da outrora Igreja Matriz, nos tempos modernos transformou-se num grande evento que abraça a agora Catedral, os jardins de Baixo e da Glória (praças XV de Novembro e da Bandeira) e açambarca uma verdadeira multidão.
A dimensão atual da festa envolve aparatos cada vez mais necessários de segurança e fiscalização. Além disso, ao reunir grande número de pessoas, maior, passa a ser, a responsabilidade dos que a organizam e dos responsáveis pela gestão pública.
A dimensão desmedida de um evento nascido nos tempos em que Valença ainda estava muito longe da urbanidade dos dias de hoje, fatalmente nos levou as situações de conflitos de interesse tão em voga na presente atualidade. A nossa querida e tradicional Festa da Glória não pode se omitir a se rever e se modernizar. E nem pode deixar de pensar em se repensar, porque confrontará interesses de barraqueiros ou de festeiros mais conservadores. A questão da diminuição dos dias de festa, caso tenha refletido em qualidade para a festividade, seja do ponto de vista social, seja do ponto de vista cultural, sairemos todos ganhando.
O Jornal Local vê na atitude dos organizadores da festa, uma retomada das rédeas de um evento que é nosso, de nossa religiosidade e de nossa cultura. E que os forasteiros insatisfeitos se adaptem e que os valencianos afeitos a excessos e que acham que quantidade é o que importa, se conformem, pois festa, em Valença, é o que não falta.
Muitas vezes, é preciso dar dois passos atrás, para em seguida dar quatro à frente.