Um fato nos intriga
por RedaçãoPois bem, passados já, praticamente, cinco anos de carreira, percebe-se que muita gente ainda não entendeu e nos culpa por não exercer a função que cabe às frentes e grupos, que estejam na oposição aos governos, exercer. Por outro lado, enquanto esta “pseudo” oposição insiste em ser inoperante, a situação articulou-se para ser minimamente eficiente do ponto de vista de comunicar a população seus feitos. Entendeu ser o Jornal Local veículo que atinge boa parcela da sociedade, interessando-se em contratar uma página semanal de nosso hebdomadário. O que o fez pelo preço de tabela. Não houve superfaturamento e nem facilidades. Prestamos-lhe o serviço e recebemos por ele. Simples assim. Além disso, sua assessoria atua no envio sistemático de informação útil e no auxílio das matérias que nos propomos a fazer. E a oposição, o que faz? Rigorosamente nada, exceção de um vereador que gerando fatos, seguidamente, está sempre figurando em nosso noticiário, pois que relevantes são seus atos e questionamentos, que contribuem para um bom debate.
Portanto senhores leitores, podem estar certos que absorvemos com tranquilidade as críticas que nos fazem os patrulheiros de plantão, que tentam nos incitar a sermos parciais ao seu gosto, para veicular uma série de conceitos e verdades absolutas desprovidas de provas mínimas que nos permita sequer iniciar uma matéria. Estamos certos que o fazem mais por frustração de seus anseios, pois está claro que, em Valença, assim como em praticamente todo Estado do Rio de Janeiro, atualmente, não existe oposição. O que existe são personalidades só interessadas em transformar-se em situação. É só o que querem, não mais passa por ideologia, pensamento de grupo ou ponto de vista adverso. O que querem é unicamente a virada das eleições para, então, ocuparem os cargos que hoje são de outrem. Emblemático são os eternos candidatos a prefeito que fora do período eleitoral não fazem nada que nos faça lembrar que exercem, minimamente, o papel de oposição. Trabalham, unicamente, nos bastidores do Estado para serem aceitos no establishment da situação estadual. Então, isso é ser oposição? Não estruturam os partidos que nem sede têm, quanto mais reuniões periódicas que pudessem ser geradoras naturais de fatos da oposição. E sem atos ou fatos, não se constrói comunicação. E quanto aos célebres factóides, destrambelhados e sem uma mínima ligação contextual com a realidade, interessados apenas em gerar promoção pessoal, nestes, podem ter certeza, não embarcamos, pois estamos vacinados.
Sendo assim, fica o recado: ou a oposição assume o seu papel ativo, criando fatos efetivos que a coloque no noticiário com nome e sobrenome, ou, caso contrário, contente-se em continuar a fazer oposição dessa forma rasteira, covarde e anônima de pé de ouvido, em busca de seus carguinhos. E nos deixe fora disso.
