Greve cresce e servidores da educação se manifestam em todo o Estado
Professores e Sepe vão à coordenadoria regional e pressionam coordenador
por Giovanni Nogueira
Ontem, quarta-feira, aconteceu um ato-show na Praça XV, centro do Rio com o nome de “SOS Educação”. Amanhã, às 16 horas haverá na Rua dos Mineiros uma aula pública com vídeos, exposição de cartazes, música, a participação da banda Gadernal entre outras atrações.
Por enquanto, foi decidido em assembleia a continuação da greve. Ações diversas fazem parte da agenda, como o protesto ocorrido na Coordenadoria Regional de Educação em Vassouras, na terça-feira, onde, após insistência e a chamada da polícia - que não retirou os grevistas - o coordenador regional atendeu uma comissão do Sepe que solicitou um documento em que os diretores deveriam impedir a entrada de servidores grevistas nas escolas. Como o coordenador não apresentou tal documento, foi deixado um protocolo solicitando o mesmo. Segundo o professor Alexandre Fonseca, que esteve presente, “a ordem era dada através de telefone aos diretores”. E finaliza. “Não há lei que impeça a entrada dos professores nas escolas. Não há forma de punir quem não passa a nota virtualmente, e não há forma de se cumprir este plano de metas. Ele é irrealizável”.
Até hoje o governo não fez contraproposta às principais reivindicações da categoria, mas a 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio irá analisar no dia 28, o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de Educação do Estado. Todas as partes foram convocadas para a audiência, incluindo o Sindicato, Governo do Estado e Ministério Público. Neste dia, os profissionais de educação realizarão passeata da Candelária até o Fórum, a partir das 12h – a categoria pretende abraçar o Tribunal de Justiça, representando a esperança de que a Justiça reconheça a justeza da greve.
A greve em Valença
Na última assembleia, estiveram presentes cerca de 150 grevistas, entre professores e servidores, e a tendência é de que a adesão seja ainda maior nos próximos dias. Para o professor Sanger Nogueira, o Estado tenta coibir a expressão da greve. “A utilização de meios como a GLP são tentativas do Estado de evitar manifestações manipulando os servidores da educação”, disse. Inicialmente o Colégio Estadual Coronel Benjamim Guimarães e o Colégio Estadual Padre Sebastião, tinham maior número de grevistas, mas agora, outros profissionais estão aderindo à greve, que terá grande manifestação amanhã. Continue lendo no Jornal Local.
