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Betinho

Conheça MEU CRAQUE!!!

por Joel Pereira
Betinho (Foto: Joel Pereira)
Nesta edição, conheceremos melhor o grande cidadão, jogador, árbitro e ser humano da melhor espécie. Trata-se de Humberto Ferreira Lameira, o popular Betinho do Barroso. Ele, filho de Argemiro Ferreira Lameira e de dona Maria da Gloria Ferreira Lameira. Casado com dona Marina Faria Lameira, com qual constituiu uma família de onze (11) filhos. Nasceu em 3 de setembro de 1927. Menino, inicia e faz sua carreira em um único clube, o seu clube de Coração, o Sport Club Barroso. Betinho era o tipo do jogador em que os técnicos, antigamente tanto precisavam. Ele jogava nas onze: precisava dele, lá estava aquele curinga para corresponder às propostas de seus técnicos na medida de suas tarefas apresentadas a fazer.
Betinho jogava nas laterais, a posição que gostava. Sua história esportiva é dividida em duas fases. Primeiro, como Jogador, e a segunda também marcou e marca a sua vida: a de ser por unanimidade o melhor árbitro de Valença de ontem e hoje. Como jogador, defendeu apenas o seu clube de coração e como árbitro é uma dádiva descrever. Primeiro, pelo amor ao seu clube, ele jamais permitiu que o escalassem para apitar jogos do SC Barroso. Segundo, por trabalhar na Cia Têxtil Santa Rosa, também sempre solicitava não apitar, mesmo que os antigos diretores deste pediam a sua atuação, sabendo de sua lealdade e honestidade, mas jamais apitou uma partida. Betinho é do tempo em que a arbitragem sofria - e como sofria - assédios (desonestos) de alguns dirigentes e torcedores. Sofria aquela pressão de “temos que ganhar” e ele passou ileso, deixando para os futuros árbitros seu exemplo de conhecimento, honestidade e competência.  
Gosta de uma música sentimental e suave. Feijão, um bom arroz e acompanhado com pé de porco é o prato favorito. Citar craque, ele citou dois para não fugir à regra: Andrézinho e Zezé Belmiro. Seu técnico é Osmar Chagas. Partida inesquecível, segundo ele, há várias, principalmente, quando jogava contra Monte D’Ouro e Clube dos Coroados. Solicitado para fazer a seleção de sua época, seja como jogador ou árbitro, ele indagou: “posso fazer dez seleções?”. Eu disse infelizmente não pode. Ele retrucou: “Joel, você que é de nosso tempo, pode escalar apenas 11 jogadores como melhores, se na história de nosso futebol há centenas? Mas citou alguns com histórias feitas: “Andrézinho, Rubinho Pentagna, Lelem, La Veja, Marino, Tião Grande, Quadrado. Moreno. Ah! Joel, vamos encerrar, pois a emoção é muito grande”. E nós, que diariamente encontramos com este grande cidadão, atleta e desportista agradecemos eternamente a sua grande história, ainda sendo construída através dos tempos.