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Capelinha

Eu Vi & Ouvi

por Joel Pereira
Capelinha (Foto: Arquivo pessoal)
Por estarmos em época de mais um festejo carnavalesco de nossa cidade, pois é sabedor de todos que carnaval e futebol sempre estarão unidos. Portanto, é que farei nesta oportunidade uma homenagem àquele que marcou sua participação em ambas. Trata-se do saudoso Capelinha. Relembrar este grande ser humano é dádiva para qualquer valenciano que participou direta ou indiretamente da vida esportiva e de samba deste cidadão.
No samba, lá estava aquela alegria contagiante, seja nos blocos de sujo de rua, como nas escolas de samba em que ele participava como autêntico folião, buscando sempre a alegria e a responsabilidade em defender as cores as quais estava participando. Na parte esportiva, Capelinha foi inigualável para a sua época. Inigualável porque, para os dias de hoje, serve como exemplo de como foi elevada a sua competência na parte física de seus atletas, sua maneira de empregar uma preparação física sem ter nunca feito uma faculdade ou mesmo um orientador. Ele marcou tanto que, para os professores de Educação Física da atualidade, podem tirar grandes benefícios para suas carreiras se assim quiserem, espelhando-se no seu exemplo. Eram corridas, eram os pula-pulas de cordas, eram os cabeceios de bola amarradas nos travessões das balizas: não faltava era criatividade para tal.
Como treinador foi professor catedrático. Eram formações de grandes equipes do infantil ao amador, vitórias, títulos eram suas metas. Não havia esta de que o seu time era o melhor do campeonato: tinham é que jogar sério. Não havia o já ganhou: lá estava ele cobrando, a cada treinamento, a cada jogo, a cada decisão. Capelinha deixou grandes histórias para o nosso futebol, tais como: “menino, você vai bater este pênalti. Não pode perder”. Ao goleiro, ele cobrava - e como -. “Goleiro, este pênalti não pode passar, você tem que defender”. Era sempre aquela cobrança e sempre trazendo motivação a todos que participavam de suas orientações. Não havia um treino ou uma partida que lá estava ele à beira dos gramados, dando aqueles gritos, orientações e, por muitas vezes, dando broncas memoráveis até mesmo com árbitros e adversários, caso não estivessem participando dos jogos limpamente, tal como jogo viril e arbitragem irregular.
E fazendo esta pequena, mas, significativa homenagem a este grande valenciano, que deixou saudades e aprendizagem, é que, a foto acima, de um time de infantil do Clube dos Coroados, simbolizará a sua homenagem para que, sempre que possível, as crônicas esportivas faladas e escritas de nossa cidade jamais deixem de relembrar este grande estadista valenciano.