Clube dos Coroados
por Joel Pereira
Valença respirava grandes momentos, os clubes filiados a Liga Valenciana de Desportos, num total de dezesseis, os quais se fortaleciam de acordo com suas possibilidades financeiras. E quantos clubes de ponta iniciavam os campeonatos tendo sido apontados como prováveis finalistas campeões da cidade. Quem não recorda quando, tanto o 2º quadro, como o 1º quadro, estavam nas brigas pelo titulo? Os técnicos procuravam se reforçar com alguns atletas do 1º para ajudar o 2º quadro a também galgar as finais dos campeonatos. Isto era válido, pois nos regulamentos não havia nada contrário, em enxertar, todos eram inscritos como atletas do referido clube em questão. Mas isto, com o tempo, veio aperfeiçoar os regulamentos para que determinados jogadores, considerados de 1º quadro, teriam que jogar determinados jogos para decidir por outra categoria, mas isto também é história. Enfim, era um corre-corre mesmo, pois quem não recorda, que nas manhãs de domingo iniciávamos com a categoria infantil? A seguir, vinham as partidas dos juvenis, que encerravam por volta de meio dia. Era correr em casa, engolir as belas comidas de nossas mães e partir para os estádios, pois às 13:15 horas começavam os jogos preliminares e, logo após, os amadores. Ah! tempos maravilhosos! Grandes clássicos eram aguardados. Semanalmente, era um tal de cada torcedor procurar saber o resultados dos outros jogos. Era realmente emocionante. E para ilustrar a coluna desta semana, dedicarei uma homenagem ao clube de meu coração: o Clube dos Coroados. Este é o time de 1963, que enxertou com a seguinte formação:
Em pé: Braz, Genésio, Paulinho, Fernando Ramos, Vicente e Baiá. Agachados: Mauri, Dutra, Lelé, Barrica, Paulo Sergio e Bodinho.
