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Conheça o meu CRAQUE

Goleiro Cigano

por Joel Pereira
Goleiro Cigano (Foto: Arquivo pessoal)
Trata-se de Marciano Ferreira de Souza, mais conhecido como “Cigano”. Filho de Sebastião de Souza e de dona Maria Nazaré Julia. Casado com dona Esmeralda Rosa de Souza, sendo seus filhos Marcelo, Márcia e Maximiliano. Nasceu em 13 de abril de 1939. Na primeira parte de sua história, inicia sua carreira no futebol nos Infantis do SC Benfica, sob o comando do saudoso Capelinha; a seguir, defendeu as cores do Clube dos Coroados, do Monte D’Ouro FC, do Valenciano AC e do EC Santa Rosa e várias seleções de Valença pela Liga Valenciana de Desportos, seja representando nos Campeonatos do Estado do Rio de Janeiro, como em outros eventos. Cigano nos revela a saudade não só das grandes partidas, mas também dos compromissos de treinamentos semanais, onde os jogadores realmente tinham chance de ser escalados para os jogos de finais de semana devido as suas performances e condições de jogo de cada um. Recordou como o público era fiel antigamente: os estádios sempre estavam repletos. As emoções passavam por todos, trazendo para o espetáculo maior alegria.
Após escrever seu nome nos referidos clubes em que defendeu e após o encerramento como jogador, vem a segunda parte de sua história. Quando convidado pelo saudoso presidente da L.V.D., Geraldo Guimarães, o Nego Valença, para fazer parte do Quadro de Árbitros da L.V.D., Cigano, também nesta difícil tarefa, deixou seu legado, pois na disciplina e conhecedor de causa, levava com tranquilidade os jogadores dos dois times, para exercer suas funções. E na sua terceira fase, já como desportista, atualmente na prática, é um dos baluartes do Parque Pentagna de Malhas Clube, onde se entrega como sempre, de corpo e alma, para que os acontecimentos sejam feitos com muito respeito e organização.
Nosso personagem gosta de uma boa macarronada e é adepto das interpretações musicais de Roberto Carlos. Tem como símbolo de melhor árbitro de Valença o nosso grande José Mineirão. Citou dois técnicos, os quais não só foram grandes profissionais, como também grandes amigos e conselheiros, Capelinha e Osmar Chagas. Um craque de sua época foi um carioca de nascimento, que defendia as cores do EC Santa Rosa, o jogador conhecido como 28. Sua partida inesquecível foi em Conservatória, quando árbitro do jogo entre Conservatória FC x Valenciano AC: acredita ele, ter sido sua melhor apresentação, na sua partida inesquecível.
Solicitado a fazer uma seleção, disse: “Pena que apenas onze serão escolhidos, mas fazer o quê? Vamos lá: Cigano, Maia, Brexani, Luis Carlos Biloca, Manoel Guida, Tobias, Lontra, Nely, Chico Nogueira, Peixe Galo e Waltinho”.