PUBLICIDADE Assine Anuncie_edital

Eu Vi e Ouvi

Time da Feira

por Joel Pereira
Time da Feira (Foto: Divulgação)
Eu vi no nosso futebol de Valença de outrora, quando tudo florescia, mesmo não plantando, pois inúmeros desportistas integrados com as causas de Valença, seja ele anônimo ou não, faziam a sua parte em prol do desenvolvimento de nossa história esportiva. Naquela época de ouro, tudo havia de bom, seja nas partes oficiais, quanto nas não oficiais, que tinham o respeito da sociedade e, porque não dizer, aplaudida seja esta ou aquela história que vinham fazendo.
Para se ter uma ideia, ou mesmo relembrar, Valença possuía vários tipos de competições oficiais organizadas pela Liga Valenciana de Desportos. Seja futebol, que abrangia desde Infantil, Juvenil, 2º Quadros, Amadores e Profissionais, os Estudantis, com basquetebol, malhas e etc. As competições extraoficiais eram aquelas onde os desportistas anônimos faziam como passatempo, aguardando as competições oficiais, entre elas, o Torneio do Trabalhador, o Campeonato Barbante, Torneios, Festivais  ou partidas amistosas, buscando angariar qualquer benefícios para casos excepcionais, tais como agasalhos e alimentos para instituições ou mesmo para determinadas áreas pobres, os quais os trabalhos dos anônimos sempre foram sem fins lucrativos e sim para ajudar ao próximo, verdadeiramente.
Enfim, sempre havia um fato relevante acontecendo aos domingos em nossa cidade. Eram festivais ou torneios relâmpagos, partidas entre determinadas facções, ou seja, motoristas, ciclistas, médicos, Rotary Club, bairros contra bairros, enfim tudo era e foi válido. Nesta Coluna, muitas histórias e fatos, através destas 233 edições, procuramos sempre, não só divulgar, como levar ao conhecimento das novas gerações de nossa cidade.
E nesta edição, vamos premiar um grupo de trabalhadores que, através dos tempos, estão aí até os dias de hoje, nos oferecendo seu trabalho do dia a dia. Trata-se da turma de feirantes do Mercado Municipal de Valença, isto em 1970. É como conta a história. São trabalhadores natos: uns jogaram um bolão, outros nem tanto, mas o importante é a história de amigos. O negócio é jogar bola, jogar conversa fora após e, se possível, umas e outras cervejas para acalmar ou acirrar os papos de bar, ou seja, “você viu aquele gol que eu fiz? Foi quase igual ao do Pelé, Garrincha, Dida!”. E, por aí iam os papos. Mas vamos à bela escalação da equipe da feira e amigos de 1970.
Em pé, da esquerda para a direita, Toninho, Bilica, Farol, Jorginho e Miguel; na mesma ordem, porém agachados, Durval, Nacamura, Zezinho, Tereza, Coninha e João. Eu Ouvi e agradeço a um destes participantes, que parabeniza o Jornal Local, por relatar as histórias nesta coluna e, até a edição 233, com os fatos, os personagens, os quais jamais foram criados e, sim, a história, verdadeiramente acontecida através dos tempos.