PUBLICIDADE Assine Anuncie_edital

Neil

Conheça MEU CRAQUE

por Joel Pereira
Neil (Foto: Arquivo pessoal)
Nosso personagem é Neil Canedo, nascido em Governador Portela, mais um meia que fez a sua história. Nas décadas de 50 e 60, morador ao lado do Valenciano AC, é claro que ali nascia o grande jogador, músico, percussionista, alma totalmente poeta, amigo, solidário, marido de dona Luzia e, agora, avô babão de João Arthur. Com olhar saudoso na chuteira pendurada no prego na parede, para matar a saudade, coloca e dá umas embaixadinhas. Vaidoso, relembra seus tempos de jogador, isto no Valenciano quando foi Campeão em 1962.
Divide esta emoção, juntamente com Dilson Piru, Zinho, Ceceu e Ninho de Cachorro, entre outros. Mestre de Meio de Campo, armador de passes corretos e lançamentos precisos. Tem em sua memória o prazer e a satisfação de ter jogado contra o saudoso Mané Garrincha. Perguntado pelos melhores jogadores de sua época, citou como melhor goleiro Arnaldo Perereca; lateral Repolho; zaga Zezito; central Tião Faria; lateral esquerdo Ceceu; meio de Campo Dilson Piru e Zinho, Van Gasse e Neil; ponta direita Robertinho; centroavante Janelinha; e ponta-esquerda Ninho. Como maior craque de sua época, cita Dílson Piru. Seu técnico é Godofredo Amaral e, acrescentou, pelo jeito de agir.
Em meados da década de 60, seu coração o leva para o Sport Clube Rio Preto e, aos domingos, em companhia de sua namorada, hoje esposa, lá também continuou a dar alegrias e relembra os bons companheiros de equipe tais como Pacote, Pedrinho e Nelson Simpatia, entre outros. E as alegrias se sucederam, pois a convite posteriormente veste o manto do Três Ilhas FC, com os seus novos jogadores Wagner, Barrica, Grilo, José Gabriel e outros. E finalmente, encerrando as quatros linhas, transfere-se para o São José FC, ao lado de Wilde e Canarinho, entre outros, sendo ali quando fomos brindados com os seus últimos lances.
Fez do couro seu parceiro inseparável, seja na bola caprichosa de biscoitos costurada, ou na rija pele atarraxada do surdo de marcação. Jamais negou o chamado de qualquer um dos dois. Sempre consentiu, passivamente, que seus desejos o dominassem. E com uma das pernas, ditava o destino da bola em busca dos aplausos da torcida; com letra e melodia, obedecia ao ritmo constante dos movimentos oscilante dos seus braços. Com os dois esbanjou competência e talento, pressuposto dos melhores artistas, mas que nele resistiu na timidez. Do seu prego na parede, afastando o bico e juntando o calcanhar no gesto qual é? Sou eu? Como quem diz, também sou de couro.
Aposentado, hoje passou a residir na principal edificação do seu local de  predileção, o sobrado do Arraial de São José de Três Ilhas. Perguntado sobre sua idade, ele diz 60 e 13. Eu, Joel Pereira, Colunista, agradeço a colaboração de nosso assinante e ex-atleta, Arnaldo Perereca, a atenção para o Jornal Local, o que nos ajudou em informações.