Seleção
EU VI & OUVI
por Joel Pereira
Foram Seleções que realmente nos deixaram grandes saudades. Mas, como tudo na vida se cria e desenvolve, chegamos à década de 1950, quando a então Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro iniciou o Campeonato Estadual de Futebol Amador. Este acontecimento era anualmente aguardado e trouxe aos jogadores, novas propostas às suas performances, pois tinham outro objetivo, não só serem convocados para as Seleções de entregas de Faixas de Campeões, como serem também convocados para defenderem as cores da Liga Valenciana de Desportos e de nossa cidade.
Aí, meus caros leitores, tivemos cada Seleção, que realmente era digna de ser aplaudida. Saudosas partidas temos em mente até os dias de hoje. Mas, não podemos deixar de frisar os trabalhos, os sacrifícios que nossos eternos ex-presidentes tiveram, pois pouca ou quase nenhuma ajuda tinham dos poderes constituídos ou não desta cidade. Foram sacrifícios e ajudas de grandes desportistas do passado, que deram o suporte que podiam dar, mas valeu (isto é outra história). Mais adiante, vou contar uma história que, logicamente, não vi, mas Me contaram e eu contarei: foi da primeira Seleção, a de 1939, quando da entrega das Faixas aos Campeões, o EC Rio Preto.
Quantas tardes de domingos, através dos tempos, presenciamos nas festas das entregas das Faixas, seja nos campos do Valenciano, dos Coroados, do Monte D’ouro, do Barroso e do Benfica, enfim foram partidas que, geralmente, transcorriam num clima de festa. Quem não se recorda quando a Banda Progresso de Valença, tendo à frente o saudoso Maestro Oswaldo, chegava aos Estádios, todos uniformizados e recebidos com aplausos do público e as personalidades convidadas para os eventos. Todas as vezes que relembro de Seleções, fico a pensar: quantas Seleções de todos os tempos podemos organizar? Querem exemplos: de Goleiros a Ponta Esquerdas, teremos Walter Bruno, Andrézinho, Pirola, Filinho, Tatá, Toninho, David, Ari Babão, Pelado, Tripa, Arnaldo Pereca... Vamos parar, pois por aí, vemos que no mínimo, faremos de dez a vinte seleções, às quais os pesquisadores de hoje, podem ter uma ideia de quanto o nosso futebol sempre foi forte.
E nesta edição vamos a uma das Seleções que servirá como exemplo de nossa história: em pé, da esquerda para a direita, Dilson Piru, Tião, Ceceu, Guilherme Morgado, Zezito e Zinho; agachados, Vaz, Almir, Pedro Araujo, Berinho e Dalce. Eu ouvi de meus amigos e agradeço aos diversos leitores, que o Jornal Local continue a história em suas edições. Tive também diversos pedidos para fazer as histórias dos que trabalharam paralelamente no anonimato das profissões, ou seja, técnicos, massagistas, médicos e outros.
