Theodoro
Meu CRAQUE!!!
por Joel Pereira
Theodoro, segundo relatos seus e de seus amigos contra o qual jogaram a favor ou contra, tinha duas virtudes as quais deve acompanhar os grandes jogadores: uma, de ser um marcador implacável; outra, de possuir um chute invejável, não importando a distância entre suas pernas e a bola. Não necessitava de distância: como vinha, era aquele petardo que, invariavelmente, ele praticava.
Conversa vai, conversa vem, Theodoro nos relata que para ele e, talvez, para a maioria dos desportistas valencianos, sem dúvida alguma, os anos de ouro de nosso futebol foram os anos 40 e 50. Diz isto pelo alto número de jogadores que defendiam seus Clubes e, frisa ele, para jogar nestas décadas, os jogadores tinham que possuir mais virtudes do que defeitos, pois para integrar um time daquela época, o cara tinha é que ter bola mesmo.
Nosso personagem é Walter Theodoro, o popular Theodoro. Filho de Benedicto Gioseffi Theodoro e de dona Regina Ferreira Theodoro. Casado com Silvia Aléssio Theodoro e seus filhos Walter Theodoro Junior, Luiz Antonio e Ângela Maria. Iniciou no Clube dos Coroados, jogou nos Juvenis do Bangu AC do Rio de Janeiro, retornando ao Clube dos Coroados e, por desavença com o Dr. Durval Passos de Mello, transfere-se para o Valenciano AC e ali encerrou após vários anos, sua vitoriosa carreira. Gosta de uma Macarronada com Galinha. Tem em Filoquinha um dos bons treinadores que conheceu e trabalhou. Em 1948, o jogo entre Valenciano 1 x 0 Clube dos Coroados é a sua partida inesquecível, não só pela vitória, como pelo fato dele ter sido o autor do gol em uma penalidade máxima da intermediária, com aquele canhão já tradicional. “Vamos escalar uma seleção”. Ele falou as palavras proferidas pelo nosso grande Pirola. “Desculpe os demais, mas a escalação do Valenciano AC pode ser considerada uma baita seleção”. Andrézinho, Humberto, Nélio, Bodão, Russo, Theodoro, Rubinho, Marino, Zezé, Nena e Cirinho.
