Metas para uma vida inteira
por Hélio SuzanoObjetivos, todos deveriam ter os seus. A vida é feita dessas etapas que precisam ser percorridas em busca destes objetivos, de uma meta, qualquer que seja. Um foco para você se mover por entre os obstáculos. Conquistar vitórias na vida profissional, na vida sentimental, familiar, sair da letargia depressiva dos calmantes, da opressão do dia a dia, ganhar mais dinheiro, conquistar mais amigos, passear mais, visitar museus, frequentar uma vida social mais sofisticada, aproximar-se dos que se amam, emagrecer, engordar, surpreender a pessoa amada com um ramalhete de flores ou, quem sabe, com um carro zero. O dilema de uma vida entabulada, rotineira, sem os meandros e as complicações de uma meta, leva muitas pessoas a lugar algum. Não que você tenha que viver uma vida regrada, balizada por objetivos rígidos e chatos. Atormentada por exigências de objetivos inatingíveis e frustrantes. Absolutamente não é isso. O que estou tentando dizer é que, para uma vida minimamente produtiva e feliz, é preciso estabelecer algumas metas e ter foco para ir adiante. Ou então você continuará atirando a ermo, para todos os lados, sem atingir o alvo.
Quer um exemplo disso que estou dizendo? Domingo fui, como botafoguense sofredor, assistir ao jogo do Vasco com Flamengo na casa de vascaínos amigos. Tudo para ser mais uma perda de tempo, típica de quem ainda não se deu conta de que o tempo passa. Mas, a alegria das discussões acaloradas, os aperitivos, a cerveja estupidamente gelada consumida responsavelmente entre amigos foi um prazer, uma satisfação que não tem preço. Como veterano, não dá para me dar ao luxo de desperdiçar momentos felizes. Afinal, a vida é feita desses momentos também. E isso meus amigos, não significa “perder o foco”, mas, fazer do objetivo uma meta factível e prazerosa. Significa acordar na segunda-feira mais bem disposto, com as pilhas recarregadas. Ganhando ou perdendo o jogo, eu ganhei energia para continuar em busca dos meus objetivos.
Parece tudo muito difícil e distante, mas não é. O seu foco pode ser simplesmente ter uma vida menos estressante e com mais cor e sabor. Mais focado nos reais prazeres e alegrias. É uma meta tão importante quanto qualquer outra. Só que não deve ser apenas uma proposta de vida, mas uma decisão de vida. A verdade é que relutamos em aceitar que as coisas podem ser simples e diretas. Nossos objetivos e metas não precisam ser acompanhados de tanta dor e sofrimento. Pode até ser por contingências da vida, mas não é a regra. É preciso abandonar as algemas que nos aprisionam a alternativa do sofrimento inerente à condição humana. Não precisamos ficar o tempo todo esperando a conta.
É o vicio da culpa interagindo em nossas vidas, em nossas decisões e opções, não nos deixando a meta da felicidade sem que tenhamos que pagar as custas para uma vida feliz.
Vamos, então, em busca de metas e objetivos, vivendo um dia de cada vez, sem estresse e culpa. Esta, provavelmente, é a diferença entre os que vivem e os que sobrevivem.
O Pato e o Trânsito de Valença
O Pato anda atordoado com o trânsito de Valença. No Brejal, segundo o pato, não é assim. Lá impera o bom senso e a educação. Aqui, a falta de educação e a grosseria ganham forma. Os pedestres não atravessam na faixa; os motoristas não respeitam a sinalização e a prefeitura se omite de tudo. Tudo pode nas ruas de Valença. O Pato oferece os serviços de trânsito do Brejal. Para o estudo estratégico do tráfego de carros e pedestres viriam o João-de-barro e o pardal. Os quero-queros e os bem-te-vis ficariam com a fiscalização. O pica-pau, com a coordenação. No comando geral com o Pato. Choque de ordem no Brejal!
