“Não quero seu amor por um momento”
por Hélio SuzanoHoje, meus amigos, rendo-me ao Rei. E digo, - “pai você para variar, tinha razão”. Esse tal de Roberto Carlos é o cara! Hoje, faço outra leitura de todo seu patrimônio artístico. O Roberto começou a se destacar num período conturbado politicamente no Brasil e no mundo. Período de ditadura militar, crises de identidade nacional, comunismo, guerra fria, etc. Era uma exigência ser politicamente correto e estar engajado. Muitos grandes artistas ficaram marcados e até, rotulados nesta época, por suas ações ou omissões. Vejam o caso do Toquinho, de toda a intrépida turma da Jovem Guarda, do Simonal, marcados como alienados ou alienantes. Agora, olhando de longe, com certa distância e amparado por certa maturidade, vejo como foram injustos e até covardes.
O engajamento político e ideológico nasce de uma opção interna de cada um diante das situações que se apresentam. Você pode externar sua opinião, sua indignação, sua revolta de várias formas e de várias maneiras. Não necessariamente, quem pegou em armas, ou quem foi cassado é mais importante do que aquele que conspirou na burocracia reinante, ou estendeu as mãos a quem precisava, ou utilizou artifícios e meios para deflagrar sua indignação. Depende do ponto de vista. Até a omissão, depende do ponto de vista. Às vezes, o que enquadramos como omissão, foi na verdade, uma posição. Concorde ou não com ela, faz parte da democracia o direito de escolha, o livre arbítrio. Saber tolerar o que é diferente de você é a questão.
Fui ao Google me informar um pouco melhor. Roberto Carlos, esse capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, foi um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, liderando o primeiro grande movimento do rock feito no Brasil. Olhando o notebook, agora, me recordo direitinho de um filme seu que passava toda hora na sessão da tarde, “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”. Caramba! Estou ficando velho!
Roberto nunca foi um poeta como Vinícius, ou um letrista engajado como Chico Buarque, ou um musicista refinado como Jobim, mas sua voz melodiosa, o carisma, a coerência musical e a enorme empatia com o povo brasileiro rendeu mais de 120 milhões de discos vendidos. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas, tornando-o um dos artistas mais populares e conhecidos no Brasil e na América Latina. E olha que começou tudo sob a influencia do rock’nroll que vinha dos Estados Unidos. Na virada para os anos setenta, reformulou seu repertório rock’nroll e se tornou um cantor e compositor basicamente romântico. Com essa sacada, Roberto, consolidou sua vocação para a eternidade. Mudou seu público alvo, que deixou de ser o jovem e passou a ser o adulto.
E Falando sério, é bem melhor você parar com essas coisas. De olhar pra mim com olhos de promessas. E depois sorrir como quem nada quer.
Você não sabe, mas, é que eu tenho cicatrizes que a vida fez. E tenho medo de fazer planos. De tentar e sofrer outra vez.
Falando sério. Eu não queria ter você por um programa. E apenas ser mais um em sua cama. Por uma noite apenas e nada mais.
Falando sério. Entre nós dois tinha que haver mais sentimento. Não quero seu amor por um momento. E ter a vida inteira pra me arrepender.
Falando sério, ser romântico é gostoso. Roberto é brasileiro, não desiste nunca!
O PATO.
O nosso altaneiro Pato anda intrigado com a política do Brejal. Tudo misturado e nada definido.
O Pato sentencia: “no Brejal, palavra não basta; ponta de faca e bala é que resolve”. E ainda afirma: “Em burro velho, não se põe freio pequeno”.
