O que se esperar do bom velhinho?
por Hélio SuzanoMuitas coisas hão de ser feitas por Valença. Disso não poderemos fugir, se quisermos de fato resgatar esta cidade do limbo de mediocridade e lodo no qual está mergulhada por décadas. A cidade do “tudo pode”, da cultura do jeitinho, do amigo do rei, do “apadrinhado se deu bem”, tem que respirar ares e valores do merecimento, do trabalho com planejamento, da honestidade a toda prova e da ética.
Mas, precisamos não só de uma boa e dinâmica administração ou de uma gestão técnica e social. Precisamos também da participação popular. Não esta participação demagoga e eleitoreira que nos acostumamos. Uma participação de punhos erguidos, de olhos abertos, atenta aos vereadores eleitos, aos secretários do prefeito, às verbas que chegam, às verbas que saem, aos conselhos municipais e sua fiscalização, às associações e entidades. Precisamos de uma sociedade que comungue dos problemas e de suas soluções.
Chega de omissão. Quem são os secretários de cada pasta? Você, meu amigo, saberia dizer todos? Quem são os vereadores atuais? Você saberia dizer o nome e se são oposição ou situação? O resultado esta aí, para todos verem. Maus exemplos reiterados por décadas criaram essa cultura do desrespeito à cidade e à sua população. Placas proibindo estacionamento e faixas de pedestres são meras alegorias que poucos respeitam. A todo instante alguma obra pública ou particular transforma calçadas em depósitos de areia e terra, sem o menor pudor, enquanto tapumes improvisados são erguidos pondo em perigo quem passa, protegendo obras que nunca terminam. Terrenos baldios cheios de lixo se espalham por todo canto. Coleta de lixo, carga e descarga, carros com som alto, tudo em horário impróprio atormentam a vida dos motoristas e o sossego da população.
E o pior de tudo são as boatarias inconsequentes. Não passa uma semana sem que um boato difamatório contra a cidade surja e ganhe as ruas com uma força avassaladora. Calúnias sem fundamentos ou histórias propositadamente mal contadas, que ganham as ruas, atingindo a autoestima e o prestígio da cidade.
Já faz tempo que engolimos tudo, até mesmo a pirotecnia demagógica de politiqueiros, e preferimos “passar procuração”, cruzando os braços diante das dificuldades da cidade. Penso que nossa indiferença nos custou caro. Queremos que em 2012, as pessoas de bem possam interagir mais, se envolver mais com os problemas e com as soluções para a cidade.
Fechamos o ano numa linha positiva e virtuosa, graças à grandeza de nossa gente, à força do funcionalismo público, dos comerciantes, das instituições democráticas, o crescimento do nosso polo industrial e ao destaque da FAA e de suas faculdades que, nos projetam como sonhamos, em nível nacional.
Precisamos agora, de uma agenda única, que freie as divergências pessoais, e nos direcione para o propósito de fazer o melhor para nossas vidas e para nossa cidade.
O bom velhinho vai ter trabalho neste Natal de Jesus. Precisamos de saúde para dar e vender, paz, tolerância, solidariedade, fraternidade, coragem e muito merecimento para que possamos fazer de Valença, a Princesa da Serra, a cidade dos Tambores, o berço do Café, a cidade das Faculdades, da excelência no ensino e na qualidade de vida, uma cidade de todos, em que todos possam viver e se orgulhar.Contamos contigo Papai Noel!
