Uma difícil decisão 2
por Hélio SuzanoDurante a semana recebi algumas demonstrações de apoio e manifestações de incentivo. Tenho sempre respondido que, depende mais do cenário, da conjuntura e da disposição do grupo a que pertenço do que de mim mesmo.
A verdade é que minha decisão é um reflexo de muitas decisões e opções. O que não precisamos aqui em Valença é de homens e mulheres que fingem, dissimulam. Gente que se faz de surdo para se eleger e que coloca no pedestal apenas a vitória, a qualquer custo, de qualquer modo, expondo suas pelancas murchas e decadentes sem pudores. Um pouco de ousadia e coragem seria de bom tom.
Vivemos aqui, nessas bandas alvissareiras, uma absoluta inércia da oposição. Impressiona e amedronta esse marasmo pelo qual se enredaram. Não que tenham só que criticar e gritar feito doidos varridos (como fazem alguns) por que assim perdem credibilidade e substância. É criticar com autoridade, apoiar com coerência, buscando transparência e diálogo. O que amedronta e ao mesmo tempo enfurece, é essa letargia dominante (dos partidos) a espera das eleições. Passa a impressão de que só esperam e só querem ganhar as eleições. E eu vos pergunto: para que fim?
Não estou aqui para defender Governo ou fazer apologia à oposição. Não seria tão ingênuo e nem tão burro assim. Estou tentando mostrar como é complexo o sistema. De certo modo, pode-se dizer que, a rigor, só temos a situação (que vem fazendo com competência seu papel). A oposição é que vem destoando. É preciso ideias para mover a bola no gramado. E candidatos a chutar a bola não faltam. Há variadas opções, mas nenhum até aqui conseguiu demonstrar para a sociedade com força e veemência tudo que sente. Nenhum conseguiu se diferenciar da situação.
Há uma diversidade de postulantes ao cargo de prefeito. Além do atual prefeito Vicente Guedes, temos aí os ex-prefeitos Luiz Antonio e Álvaro Cabral, os vereadores Fernandinho Graça e Paulinho da Farmácia, o ex-vereador Rômulo e mais Felipe Camello e Chico Lima. E ainda contamos com o tempero da participação do deputado André Correa neste caldeirão, articulando em prol de opções. Esses são os mais cogitados no momento.
Não são os projetos pessoais que importam agora, mas discursos que transmitam uma mensagem clara ao eleitor de mudança de horizonte, desprendimento e ousadia, fugindo da retórica do clientelismo, das paranóias revanchistas e dos preconceitos vermelhos.
Precisamos saber quem são os postulantes a Câmara Legislativa. Qualquer que seja o prefeito ele vai precisar interagir com a Câmara. Aí está a resposta da charada. Uma Câmara com energia e disposição para dizer a verdade, por mais inconveniente que pareça e por mais eleitoralmente custosa que seja.
A mídia, os veículos de comunicação deveriam tratar a eleição de vereadores com mais atenção e respeito. Mergulhar no universo dos candidatos a vereador, analisando o que sentem e o que podem fazer. Politizar a população para garantir a discussão e assegurar a credibilidade do processo.
Uma população omissa e inerte pode, a qualquer momento, acordar diante de alternativas reais e verdadeiras. Mesmo que não mude nada, ainda assim terá valido a pena.
O Pato blogueiro
O Pato vai enveredar no universo dos blogs. No Brejal essa pode ser uma boa. Com muito sarcasmo e sua velha mania de manter a educação, a compostura e a elegância o Pato se arriscará a sair da armadilha do lugar comum. Quem quiser ter a chance de governar o Brejal vai precisar fazer como os leões: 43 vezes num só dia. Haja fôlego!
