Um giro pela internet
Como pode?
por Marilda VivasQuerendo entender
Mauro Marco Moreira, dono da EMES Construtora Ltda., responsável pela construção do conjunto habitacional em Franca, admite os problemas e diz que, enquanto busca uma solução técnica, a construtora aguarda trâmite legal sobre o pagamento (?) dos custos para os consertos.
IDEIA
Em nível local, alguém sugeriu à equipe do BLOG VQ uma enquete sobre a atuação dos vereadores valencianos. Há quem diga que é pule de 10 saber, já de antemão, quem tem tido a melhor atuação. E a pior, também.
CONSOCIAL (1)
Na rede social Facebook, um amigo me pergunta sobre os desdobramentos da 1ª Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social. “Não sei, vou pesquisar”, respondo. Conclusão: não encontrei qualquer Relatório que seja nos sites da Prefeitura ou da Câmara informando dos resultados. A página da Prefeitura apenas traz a chamada para a Conferência e informa os contatos de então. No da Câmara nenhuma palavra. No site do Governo Federal - http://www.consocial.cgu.gov.br , em relação à Valença-RJ, sabe-se apenas o que a imprensa local divulgou: a CONSOCIAL foi realizada em Conservatória, Hotel Vilarejo, em 21/10/2011. No mais, nenhuma outra identificação que permita obter maiores detalhes (contatos, telefones, deliberações etc.). Pior, os dados ali constantes foram fornecidos por terceiros - ou seja, alguém compromissado com o Controle Social. E você, leitor: conhece algum mecanismo de controle social?
CONSOCIAL (2)
Na Conferência, a população valenciana se fez representar pelo vereador Felipe Farias. Contudo, na página que este mantém no site da Câmara não consta qualquer detalhamento que pudesse nos levar a algum lugar. A ATA em que este faz menção ao evento, não traz detalhes das resoluções aprovadas. Vale dizer que o vereador é campeão em barrar todo e qualquer requerimento de informação que envolva a administração pública, sendo considerado a blindagem perfeita do executivo municipal.
Políticos sem voto
No Senado a farra é grande: 14 dos 81 senadores que começam 2012 no cargo não receberam um voto sequer dos brasileiros. Unzinho que seja. Os “sem voto” são suplentes que assumiram o mandato porque o titular deixou o cargo, definitivo ou provisoriamente. O número representa 17% ou quase um quinto dos integrantes daquela Casa. Dois deles estarão empregados até 2019. Ô vida cruel!
Motorista Profissional
Segundo informações da Agência Senado, a Câmara dos Deputados analisará o projeto aprovado pelo Senado que regulamenta a profissão de motorista. Pela proposta, os motoristas profissionais não poderão dirigir por mais de quatro horas ininterruptas. Deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de 30 minutos para descanso. Em situações excepcionais, o tempo ao volante poderá ser estendido por até 1 hora para que o condutor chegue a um lugar seguro. Dentro de um período de 24 horas, um intervalo mínimo de 11 horas de descanso deverá ser respeitado, podendo esse tempo ser fracionado em nove horas mais duas horas, no mesmo dia. O projeto também determina que empregadores paguem as despesas com cursos exigidos pela legislação e com um seguro obrigatório de, no mínimo, dez vezes o piso salarial da categoria. Foram retirados do texto original o direito à aposentadoria especial após 25 anos de exercício da profissão e o adicional de “penosidade” correspondente a, no mínimo, 30% da remuneração mensal.
Vulgaridade
Lima Barreto dizia que não há nada mais vulgar - que um popular dizer para o seu ídolo [político]: “Este é o meu homem”-. Segundo ele, homens assim tratados, uma vez deixado o poder, ninguém mais o morde, ninguém mais o procura. Do homem que fora, passa a ser um Ex-Homem - aliás, esse é o título de sua crônica. Imagina o grau de vulgaridade que não há em um prefeito dizer: “Esse é o meu vereador”. Ou o governador: “Esse é o meu prefeito” etc. Mas, para ficarmos apenas no campo da vulgaridade, o que diria o Escritor se ouvisse qualquer vereador dizer: “Esse é o meu prefeito”.
Pessoal
Alguém teve a curiosidade de me perguntar sobre o livro que li e que mais me marcou. Sem ter que entender o porquê de tamanha curiosidade, respondi: “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde. A paixão é tanta que sempre interrompi as matemáticas para sugerir aos alunos sua leitura (muitos exemplares ficaram pelo caminho). De outras vezes, assistíamos ao filme seguido de debates. Sinto falta desses momentos.
