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FIRJAN: 11.837 novos postos de trabalho no Sul Fluminense em 2011

Estudo revela que o setor de Serviços foi o que apresentou melhor performance na região, com 4.302 novas vagas

por Sistema FIRJAN – Assessoria de Imprensa
Resende, 9 de fevereiro de 2012

O ritmo de geração de empregos no Sul do estado do Rio apresentou desaceleração no ano passado, refletindo a conjuntura de crise econômica mundial. Ainda assim, foram gerados na região 11.837 novos postos de trabalho, saldo superado apenas pelo forte desempenho do ano anterior, quando foram registradas 14.139 contratações. Os dados são da Nota Técnica Mercado Formal de Trabalho Fluminense, que a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulga nesta quinta-feira, dia 9 de fevereiro.
Os setores de Serviços (4.302), Construção Civil (3.613) e Comércio (2.163) foram os principais contratantes na região, seguidos pela Indústria de Transformação (1.369). A Construção Civil foi a atividade econômica que mais acelerou suas contratações frente a 2010, impulsionada por obras de infraestrutura em Volta Redonda.
O saldo positivo de contratações na Indústria de Transformação, porém, apresentou queda expressiva em relação a 2010 (-77,4%) devido a perdas de postos de trabalho no segmento de Material de Transporte. O movimento é explicado pelo fim do ciclo de produção da indústria Naval em Angra dos Reis e a decorrente dispensa de trabalhadores.
A Metalurgia, embora com saldo positivo de 737 vagas formais, apresentou desempenho menor do que em 2010 (2.199) em função da queda no ritmo nas contratações para produção de laminados de aço em Volta Redonda. Ainda assim, foi o principal segmento da Indústria de Transformação contratante no Sul Fluminense.
Destaque para o setor de Alimentos e Bebidas, que apresentou forte recuperação frente ao ano anterior: 402 vagas em 2011 contra -114 em 2010. O resultado foi impulsionado pelo aquecimento da fabricação de malte, cervejas e chopes em Piraí.

Estado do Rio gerou  168.153 novos postos

O estado do Rio gerou 168.153 novos postos com carteira assinada em 2011, saldo também superado pelo ano anterior, que registrou 190.680 contratações. No Brasil, foram criadas 1.566.043 vagas formais no ano passado, terceiro melhor saldo registrado desde o início do estudo, em 1992, atrás apenas de 2010 (2.136.947) e de 2007 (1.617.392).  
Assim como no Sul do estado, o setor de Construção Civil fluminense foi o que apresentou maior crescimento no Rio, com 29.589 vagas, 156% a mais do que em 2010 (11.654). O ótimo desempenhou rendeu ao estado o posto de maior gerador de vagas nesse segmento, respondendo por 20% do total de empregos criados no país. Foram decisivas para manter o quadro de aceleração as obras de infraestrutura em andamento relacionadas principalmente à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos.
Destaque também para a Indústria Extrativa Mineral, que atingiu seu recorde, com 17.836 postos de trabalho no país, em 2011, sendo 2.699 no Rio. A Indústria de Transformação registrou saldo quase um terço menor: 174.674 vagas no Brasil, no ano passado, contra 485.028 do ano anterior, com desaceleração em 10 dos 12 subsetores. No Rio, as contratações caíram de 29.004 em 2010 para 15.158 em 2011.
A indústria de Produtos alimentícios e bebidas chamou atenção por ter conseguido estabilidade: 4.037 vagas formais contra 4.701 de 2010, sendo a principal geradora de empregos na Indústria de Transformação fluminense. Em patamares mais baixos, apareceram na sequência as vagas criadas na Metalurgia (2.784) e na indústria Mecânica (2.093), ambas impulsionadas pelas demandas da atividade extrativa de petróleo.
O setor de Serviços manteve-se como principal contratante no estado do Rio, embora tenha registrado desaceleração: 85.275 vagas em 2011 contra 104.852 em 2010. Mesmo cenário do Comércio, que apresentou 31.576 novos postos de trabalho contra 46.103 do ano anterior.

A Nota Técnica Mercado Formal de Trabalho Fluminense pode ser baixada no site http://migre.me/7RgFf
    
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