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Despreparo

por Gustavo Abruzzini
Recentemente, conversei com alguns dos nossos novos empresários que aportaram por aqui, graças aos incentivos. Eles lamentaram o que consideraram despreparo de Valença para o novo surto que representam. Segundo eles, encontram dificuldades de comprar no nosso comércio. Quando temos preço, não oferecemos nenhuma facilidade de crédito.

“Si ferrei!”
Notório é o exemplo de uma casa de ferragens que, por só vender à vista, não faturar, não dar prazo, não trabalhar com cartão, perdeu para Volta Redonda uma venda que totalizou sessenta mil reais.

Centavos
Por outro lado, há comerciantes que desistiram de atender certos empresários que insistem em considerar o mercado valenciano caro por causa de centavos. Ou seja, já não vão pagar impostos aqui, e por meio de suas compras geram para outros municípios. Opa, valeu, hein...

Campeã
Mas a campeã em temor quanto ao sucesso dos empreendimentos é a geradora de energia. Segundo o engenheiro de uma grande empresa, a Light está muito atrás tecnicamente das congêneres de outros Estados. Ele confidenciou que, muitas vezes, o interlocutor da empresa carioca não alcança o que se quer em termos de energia para tecnologias de ponta. É um choque...

Os buracos do esgoto
Estão se tornando habituais problemas os seguidos entupimentos da rede de esgoto. Como a Cedae não tem nada com isso, sai a prefeitura a cavar seus buracos. Porém, uns vão ficando ao tempo e à sorte de não causarem um acidente. É o caso do aberto na praça Portugal, no bairro de Fátima. Alguém precisa se coçar!

Óleo
Os entupimentos no centro denotam a impressão que são causados pelo mau hábito de se desfazer de óleo de cozinha nos ralos das lanchonetes. Será? Então algum órgão falhou ao dar-se alvará para fritureiros que não possuíam uma caixa de gordura? E, a julgar pelos buracos, caminhões de desentupir e homens envolvidos, quanto custa esta brincadeira?  

Submergir!
Uma geóloga de orelhada garante que estamos afundando, literalmente. Segundo ela, a rua dos Mineiros já avançou uns dois centímetros rumo ao subsolo.  

Poste
Passada a Festa da Glória, mais uma vez ficaram, tal qual monumento ao deixa aí, os postes da fiação das barracas, entre a rua e a calçada, defronte ao casarão do paredão de pedra, quase esquina com a rua Conde de Valença. Coisa feia e péssimo exemplo.

Aniversário da cidade

Está chegando o aniversário de Valença, que, segundo consta, é comemorado no dia errado. Segundo um dos maiores historiadores destas terras, em 29 de setembro, Valença foi elevada a cidade. A fundação teria relação com a criação da Vila de Valença, o que se deu no dia 17 de outubro de 1823. E ele está certo, afinal, com a vila, foi quando instalou-se a Câmara, representando nossa autonomia política.

É bi
Então mais essa. Ao invés de 154 anos, agora estaríamos a comemorar 188 anos. A doze do bicentenário.

Branca
Será que antes de morrer, voltaremos a ver a Catedral como sempre foi: branca, portas e janelas azuis e cúpula das torres prateada. Em que pese a bela reforma, até hoje não entendi porque tiraram o ano de inscrição da primeira capela que existia na parede externa dos fundos e essa tinta amarela.

E a Parada?
Conforme previamos no Editorial da edição passada, a Parada de 7 de Setembro foi aquela decepção para o grande público que se deslocou das periferias para assistir a quase nada.
Que pena!