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A Triste Situação dos Aposentados da Saúde Estadual

por Gabriel Moreira
Confesso que, quando os números me foram apresentados, custei a acreditar que tudo aquilo era verdade. Escutando o relato da situação que envolve os aposentados da Secretaria de Saúde Estadual, por coincidência, aqueles profissionais que foram treinados para lutar pela vida dos seus semelhantes e que recebem salários aviltantes em retribuição, pensei “não é possível que seja assim; provavelmente existe algum engano em tudo que estou tomando conhecimento”. Entretanto, lamentavelmente, não havia engano nenhum: os profissionais da Saúde do nosso Estado recebem salários miseráveis, salários que simplesmente permitem que cada um deles viva na pior das penúrias. Se o leitor tiver qualquer dúvida, vejam estes números retirados de um contracheque do mês de agosto último e referente a um profissional de nível médio que, ao longo da vida, foi obrigado a frequentar vários cursos de especialização e que trabalhou por mais de trinta e cinco anos. Vamos a eles:
Rubrica 0002 – proventos – R$ 157,04 (isto mesmo. Este é o valor);
Rubrica 0100 – triênio – R$ 85,37;
Rubrica 0201 – abono GELEED – R$ 260,00;
Rubrica 0881 – salário família - R$ 1,80;
Rubrica 1001 – dir pessoal – R$ 32,00;
Rubrica 1504 – gratificação encargos – R$ 125,63.
Total – R$ 662,84
O desespero por esta situação é que levou o pessoal inativo a tentar contato com vários políticos do RJ e de Brasília, que tudo prometem sempre que as eleições estão próximas e, finalmente, nada fazem. Na nossa casa, isto é, em Valença, tudo já foi tentado, inclusive junto a nossa Câmara dos Vereadores que, mesmo não sendo o Foro competente, teve no vereador Iuberto Alencar de Oliveira uma pessoa que se motivou e dentro das reduzidíssimas condições que ostenta um parlamentar municipal e atendendo ao pedido do Secretário de Governo, Pedro Graça, oficiou ao Governador Sérgio Cabral (83/2011) no sentido de que aquela autoridade determinasse a implantação do Plano de Cargos e Salários que havia sido aprovada pela Alerj, quando o seu Presidente era justamente o atual Governador, providência esta que é um direito líquido e certo de cada um dos trabalhadores do setor e que poderá melhorar em muito a situação caótica que vivem os funcionários aposentados neste momento, que, lamentavelmente, não aconteceu até agora. Com relação ao Governador Sérgio Cabral, a quem incumbe fazer cumprir a Lei, foi um político que desde a sua primeira eleição para Deputado Estadual esculpiu sua plataforma eleitoral no compromisso de apoiar a população conhecida como da terceira idade, justamente onde estão enquadrados os aposentados e pensionistas do nosso Estado. É Governador, prometer é uma coisa, cumprir é que são elas. Como não custa nada lembrar, as eleições estão chegando e o vice Pezão pretende ser uma continuação do atual governo. Faça alguma coisa pelos aposentados, Vice Pezão, enquanto é tempo, pois depois não adiantará nada reclamar a falta de apoio, pois se o povo tem memória curta, nós, desta tribuna, estaremos aqui para relembrar as promessas feitas e não cumpridas.
O Perigo do Crack está rondando a nossa população do campo – Segundo a Revista VEJA, 90% dos municípios brasileiros enfrentam problemas com o consumo de crack. Segundo pesquisa divulgada na segunda-feira pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), problemas relacionados ao crack são comuns em 90,7% dos municípios brasileiros. A pesquisa também revelou que, dos municípios analisados, 90% enfrentam problemas com a circulação de drogas em geral e 93,9% com o consumo das substâncias. Em relação ao crack, as principais dificuldades apontadas pelas cidades dizem respeito à saúde e abrangem desde falta de leitos para internação até carência de disponibilidade de remédios. Em segundo lugar, 58,5% dos municípios disseram ter problemas relacionados à segurança, como aumento de furtos e roubos, violência doméstica e vandalismo. A deficiência da assistência social também é realidade nesses municípios. Deles, 44,6% revelaram problemas com o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). Somado a isso, a pesquisa ainda detectou que apenas 19% das cidades possuem o Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS. Os outros 81% afirmaram que a falta de equipamentos impedem que esse serviço seja ofertado à população, escancarando o despreparo das cidades para tratar tal problema. O estudo ainda alerta para o fato de o crack, que antes era consumido por usuários de baixa renda, ter se alastrado por todas as camadas da sociedade. Além disso, diz o texto da pesquisa do CNM: “Assim como as grandes cidades, nos municípios de pequeno porte e, até mesmo, em áreas rurais, o consumo do álcool vem sendo substituído pelo de crack. Essa substituição se dá tanto pela facilidade de acesso à droga, como pelo seu baixo custo”.