CIDADE...
por Gabriel Moreira... Sempre que se aproximam algumas das datas mais significativas para o nosso distrito, como a chegada de mais um festejo em louvor a São Sebastião, uma preocupação natural assola a todos nós. Estamos falando da conservação das vias públicas e dos serviços, em Pentagna. Neste último fim de semana, resolvi fazer um breve trajeto visando, principalmente, ao me colocar como um dos visitantes que fatalmente aqui estarão entender qual será a primeira impressão que o turista terá ao chegar. Para tanto fui até a entrada do distrito e confesso que fiquei bastante decepcionado com tudo que constatei, mais uma vez. O nosso primeiro cartão de visita que seria o prédio da antiga estação ferroviária, um pórtico natural, é um enorme monte de escombros que teima em ficar de pé resistindo ao abandono, criminoso abandono, por parte do poder público. A primeira impressão foi desalentadora. Mas não ficamos aí. Ao começarmos a descer pelo único acesso transitável – o outro, a rua do Cemitério, está impossível de ser utilizada – constatamos um asfalto totalmente irregular e esburacado, uma verdadeira armadilha para os veículos que transitam pelo local. As laterais da rua com a sua vegetação totalmente descuidada. Algumas luminárias da nossa precária iluminação pública apagadas, isto até chegar a ponte onde se situa a cachoeira – o nosso segundo cartão de visita – totalmente envolta numa melancólica escuridão. Continuamos avançando em direção à praça Simões Correa, onde, finalmente, chegamos e verificamos que o local bem cuidado, até recentemente, hoje já apresenta sua iluminação comprometida, visto que o coreto está totalmente as escuras. A exceção ficou por conta da igreja do padroeiro, que continua imponente na colina onde foi edificada. Na medida em que colhíamos dados negativos quanto a conservação que é atribuição da municipalidade nos defrontávamos, também, com um verdadeiro crime que é cometido pela empresa OI, concessionária do serviço de telefonia fixa. Os nossos telefones públicos ou mais precisamente os que restaram deles simplesmente não funcionam. Ficamos por aqui com esse rápido diagnóstico da situação em que se encontra o centro do distrito, esperando que providências sejam tomadas para sanar os problemas listados, quando nada os da competência da subprefeitura.
... A última decisão do STF que acabou com a “farra” dos incentivos fiscais criados pelos estados para beneficiar esta ou aquela atividade não atingirá as empresas que aqui já estão legalizadas. A partir de agora esperamos que as autoridades municipais tenham a verdadeira percepção do momento em que vivemos e o que será necessário fazer para incentivar que novas empresas para aqui se transfiram. Por outro lado, vamos esperar que o Legislativo e o Executivo Estadual entendam a crise desenvolvimentista em que nos encontramos e incentivem com medidas práticas a nossa agricultura, a única instituição que continua funcionando mesmo que precariamente, a despeito de tudo. Quem sabe um milagre acontece a surge uma nova Lei André Correa para o campo? Como sempre afirmamos, vamos esperar, pois sonhar não custa nada.
CAMPO
Após a notícia que divulgamos sobre a possibilidade da indústria que explora a marca Chinezinho estar se transferindo de Valença, notícia esta em boa hora desmentida, fomos brindados com um convite por parte do representante da empresa entre nós, Mauro Contrucci, para que visitássemos as instalações da sua unidade industrial, localizada nos galpões onde outrora funcionou a Tecelagem Santa Rosa, na companhia de Elvio Divani, presidente do Conselho Municipal de Política Agrícola e da senhora Marina Baía Duque, produtora rural. Nesta breve visita constatamos o estágio em que se encontram as obras de adaptação do local para a nova atividade e obtivemos a confirmação de que se todo o cronograma for cumprido, a empresa, já a partir de 1º de julho, estará ampliando a fabricação dos produtos de sua linha de comercialização, ampliação esta que demandará a contratação de mais mão de obra, havendo uma projeção de que a empresa deverá fechar o ano de 2011 com um quadro de aproximadamente trezentos funcionários. O fato que mais marcou foi vermos nos estoques para a produção de pimenta em conserva, mais de uma tonelada da variedade “Dedo de Moça” fornecida por agricultores valencianos. É, sem nenhuma dúvida, um bom começo.
