CIMEE
por Gabriel MoreiraFicha Limpa Municipal - Todos aqueles que como nós aguardam com ansiedade a tramitação do projeto de lei que cria em nosso município a Ficha Limpa como pré-requisito para aqueles que venham a ser cogitados a ocupar funções públicas em Valença, devem se preocupar, pois algo de muito estranho está acontecendo, senão vejamos: em 24 de agosto, por determinação da mesa diretora da casa, foi determinado que o texto do referido projeto fosse submetido, antes mesmo do pronunciamento da Comissão de Justiça e Redação, ao Setor Jurídico da Câmara. A partir de então passou a fluir um prazo razoável para a edição do parecer. Como vários dias já eram decorridos e o pretendido parecer não era apresentado, o autor do projeto endereçou ofício ao setor competente cobrando a providência quando, surpreendentemente, recebeu a resposta do Jurídico da Casa que informava que até aquela data (14/09) o processo ainda não havia sido entregue naquele setor especializado. A constatação da inexplicável falha do setor de expediente da Câmara causou bastante desconforto e serviu como um alerta para que todos os interessados na regular tramitação do Projeto de Lei fiquem bastante atentos e acompanhem todo o desenrolar dos acontecimentos. Incumbe a cada um de nós o dever de fiscalizar o que de verdade está acontecendo na nossa Câmara de Vereadores.
Atuação dos vereadores na FM – No último sábado, tivemos a oportunidade de mais uma vez ouvirmos o programa de entrevistas semanais na FM contando com a presença de cinco vereadores. O desenrolar do programa e a participação de cada um, particularmente de um deles, nos remeteu a um jogo de futebol que assistimos no final dos anos sessenta, envolvendo as equipes do Botafogo e do Bonsucesso. No Botafogo, dentre outros craques, atuava o meio de campo Gerson, o Canhotinha de Ouro, que era o jogador a ser marcado. Sabedor disso, o técnico do Bonsucesso resolveu escalar na sua equipe um jogador que era um verdadeiro “cabeça de bagre” e que teria como única função, grudar no Gerson como um verdadeiro carrapato, não jogando nem deixando o adversário jogar. A estratégia estava dando certo até que, faltando poucos minutos para o encerramento da partida, o carrapato se descuidou o bastante para que o Gerson dominasse a bola e fizesse um lançamento de cinquenta metros para o atacante Jairzinho, que não teve maior trabalho do que jogar a bola nas redes, vencendo o jogo. Passados tantos anos, os nomes de Gerson, Jairzinho e outros mais continuam sendo lembrados por tudo aquilo que fizeram pelo esporte, enquanto que o “cabeça de bagre” não me perguntem o nome do indigitado, pois mesmo sendo torcedor do Bonsuça, definitivamente não consigo lembrar. Cabendo a carapuça a quem dela quiser fazer uso, é por estas e por outras que o nome do prezado Edil não foi citado ainda nesta coluna, mesmo que não o considere um “cabeça de bagre”, desculpe, não adianta reclamar.
