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Em julho de 2009

por Gabriel Moreira
...comentava-se que, finalmente, o calçamento da rua que dá acesso ao cemitério municipal seria realizado, pois segundo o vereador e líder do Governo na Câmara à época, Pedro Graça, o prefeito Vicente Guedes havia determinado que o processo a respeito da referida obra deveria ser reativado e a sua realização colocada como prioritária. Logo depois, entretanto, o ex-vereador Mauricio Pereira, ao tomar conhecimento do assunto, se apressou a dar conhecimento da sua versão sobre o acontecido. Segundo Maurício, a obra de calçamento da citada rua teve uma verba empenhada no valor de R$ 47 mil, valor este alocado ao empreendimento para compra de material e custeio da mão de obra. Ainda segundo Maurício Pereira o material que seria usado na obra, no apagar das luzes da administração Fábio Vieira, foi retirado do local seguindo, segundo o denunciante, para o distrito de Parapeúna e a execução do serviço dado como concluído. Tudo leva a crer que o ex-vereador tinha razão em suas alegações, pois até hoje, decorridos quase dezoito meses a situação permanece rigorosamente a mesma, isto é, nada foi feito e o acesso ao cemitério municipal continua como sempre esteve. Ainda recentemente, fomos surpreendidos com o prematuro falecimento do nosso amigo, o conhecido “Tonho Gato”, que ao ser levado para a sua última morada impôs a todos além do sofrimento natural pela perda, todo o constrangimento do féretro ter que circular até o interior do cemitério municipal por um enorme lamaçal em que se transformou o logradouro com as últimas chuvas. Entretanto, pode ser que agora ressurja uma luz no “fundo da lama”. Pedro Graça que era o Subprefeito de Pentagna quando tudo aconteceu, agora é o titular da Secretaria de Serviços Públicos, daí tudo levar a crer que somente o calçamento não sairá se a Prefeitura definitivamente não quiser honrar os compromissos assumidos com a população de Pentagna.
Dificuldades de crédito
A vida do agricultor que já não é nada fácil ao que parece vai ficar ainda pior. Segundo o que foi publicado na edição do jornal Raízes Rurais, o Banco do Brasil anunciou mudanças para a contratação de créditos, em 2011, voltados para a agricultura e pecuária, inclusive com relação a renovação dos contratos já em vigor, como é o caso do PRONAF dentre outros. Assim é que desde o último dia 02 de janeiro estão valendo as novas regras para a obtenção ou renovação de crédito para o setor rural. As principais mudanças, entretanto, passarão a vigir a partir de 12 de junho de 2011, quando o proponente para a aquisição de recursos cujo agente financeiro for o Banco do Brasil, deverá apresentar além de toda a documentação que já era exigida a prova da Averbação da Reserva Legal da propriedade ou comprovante de adesão ao Programa Mais Ambiente do Governo Federal. A partir daquela data, também, começarão, efetivamente, a valer as penalidades para os proprietários rurais que não averbarem a Reserva Legal da sua propriedade, junto a matrícula no Registro Geral de Imóveis. Portanto, fica o alerta para você proprietário rural que tem negócios com o BB. Se pretender obter novos créditos ou a renovação dos existentes, corra, pois a partir de junho próximo tudo ficará ainda mais complicado e não se esqueça de começar a avaliar a possibilidade de cumprir a lei ambiental que obriga os proprietários rurais a destinarem 20% da sua área para fins de Reserva Legal já que existem penalidades bastante pesadas para aqueles que não cumprirem as novas regras. De qualquer forma, é importante que o Banco do Brasil e a EMATER sejam procurados pelos interessados, pois tanto um quanto o outro possuem mecanismos de orientação para a obtenção do crédito rural. Por fim, é de se lamentar que num município onde a atividade do campo é tão importante, tanto o BB, quanto a EMATER e o Sindicato Rural, não divulguem na imprensa local estas mudanças tão significativas para atividade rural e neste particular, também, deve-se destacar a completa omissão da Secretária de Agricultura de Valença que nada faz para ajudar o homem do campo, quando nada alertando para estas medidas e colocando dispositivos de ajuda a disposição daqueles que necessitem de apoio para as suas atividades. Vamos aguardar os desdobramentos, mas, uma coisa já é certa, a decisão do BB vai ser um golpe difícil de ser assimilado pela comunidade agrícola valenciana.