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Fechamento da Usival

por Gabriel Moreira
Na semana que passou o valenciano foi surpreendido por uma triste notícia, dando conta do fechamento da Usival e do “presente natalino” que foi dado pela administração da empresa aos seus colaboradores. Pelos elementos obtidos podemos supor que este era um desfecho anunciado, visto que desde junho de 2004 era criada uma nova empresa com todas as características da Usival, a FGC Indústria e Comércio de Componentes Mecânicos Ltda., com endereço na Estrada Barra do Piraí / Valença (RJ 145) km 71, nº 21 A, bairro Canteiro, sigla esta composta através da letra inicial de dois “filhos” do fundador da Usival e de um “sócio”, qual seja: F de Fabian Brouwers; G de Guilherme Brouwers e C de Cloud. Desde a sua criação, o que havia de melhor em termos de maquinário teria sido transferido da Usival para a FGC, o mesmo acontecendo com a tecnologia de produção, inclusive tendo por relação à fabricação de componentes para armamento que era uma atividade já desenvolvida pela FN do Brasil, empresa que foi sucedida pela Usival, tudo conforme se depreende dos próprios elementos cadastrais disponíveis na Internet, onde a Imbel, empresa fabricante de armamentos aparece como um dos principais clientes da FGC. Verdade é que poucos dias antes do fechamento definitivo da Usival teria havido um frenético movimento de transferência de máquinas, computadores e material de escritório para a FGC. A residência do presidente da Usival, em Valença, foi movimentada por caminhões de mudanças, desde a semana que antecedeu ao fechamento da empresa, sendo voz corrente que o destino da mudança teria sido Penedo ou Porto Real. O que fica de tudo isto é que um bom número de funcionários, as vésperas das festas natalinas, de um momento para o outro ficou desempregado e as evidências estão aí mesmo compondo parte de um mosaico que poderá desaguar nas medidas judiciais cabíveis para resgatar os direitos dos funcionários, injustamente atingidos pela, até que se prove o contrário, atitude preconcebida da direção da Usival. Até onde se sabe, o Sindicato dos Metalúrgicos já está tomando todas as medidas de apoio aos seus associados.
Agricultura familiar em Valença – quanta frustração!!! – Este é um assunto que, lamentavelmente, poderia estar figurando em todas as nossas colunas desde a sua criação, face ao elenco de frustrações por que passam os nossos agricultores desde muito tempo, nas sucessivas administrações municipais e, em particular, nesta administração onde a Secretaria de Agricultura é um órgão totalmente inoperante, um simples e ridículo cabide de empregos e nada mais. Entretanto, para simplificar, vamos ao fato mais recente. A cerca de pouco mais de três meses, por inspiração do agricultor Lourival Francisco e com a participação de um número apreciável de trabalhadores da terra que aderiram à ideia, foi pensada a constituição de uma cooperativa de produtores agrícolas de Valença, ideia esta apadrinhada pelo secretário de Serviços Públicos de Valença, Pedro Graça. Algumas reuniões foram realizadas, todas organizadas pela PMV, onde promessas de todo o tipo foram feitas aos futuros integrantes da cooperativa, promessas estas que transitaram desde caminhão, trator, implementos agrícolas e possibilidade de compra pela Prefeitura dos produtos produzidos pelos cooperados, através dos recursos federais destinados à merenda escolar. Pedro Graça, o articulador dos encontros, assumiu o compromisso, em nome do prefeito Vicente Guedes, de custear toda a parte burocrática e legal da cooperativa. Seus futuros integrantes, capitaneados pelo Lourival Francisco, aclamado como o primeiro presidente da cooperativa, prepararam toda a documentação necessária para a legalização do empreendimento. O profissional responsável pela legalização da cooperativa foi escolhido. O valor das taxas, custas, emolumentos e honorários estabelecidos em R$ 4.500,00. Tudo dependia, agora, da liberação dos recursos para o implemento da iniciativa. E o que aconteceu? Nada, rigorosamente nada. O valor não foi liberado e o que era um sonho, se transformou num verdadeiro pesadelo. Em contato mantido com Lourival Francisco no último domingo, nas dependências da feira, este claramente manifestou seu desencanto com tudo que relatamos, numa breve e emblemática declaração: “É Gabriel, mais uma vez os produtores rurais de Valença estão sendo desrespeitados”.
Dizer mais o que? Simplesmente dizer que novas eleições estão chegando e, fatalmente, não só ele como todos os seus companheiros serão mais uma vez procurados pelos candidatos de sempre, com as promessas sempre renovadas e não cumpridas, tapinhas nas costas e tudo o mais. Cabe a eles e, destarte a todos nós, separar bem o joio do trigo e, neste mister, os agricultores são doutores no assunto. Vamos aguardar para dar a resposta merecida a cada um daqueles que, sem nenhum pudor, desrespeitam o agricultor valenciano, prometem e não cumprem, numa triste e melancólica rotina.
Luzes natalinas em Pentagna – Sem as verbas tungadas da educação, sem a participação de ninguém que não fosse da comunidade e com o comando, como todo ano acontece, do vereador Fernandinho Graça, Pentagna está toda iluminada para as festas natalinas e de fim de ano. Muito obrigado a todos pelo belo espetáculo que se repete anualmente.