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... Já

por Gabriel Moreira
CIDADE
... Já de algumas vezes, vimos insistindo através desta coluna no sentido de que a Polícia Militar promova rondas inopinadas, particularmente à noite, em Pentagna, visando o controle do consumo de drogas e a ação de marginais cometendo furtos em residências o que vem acontecendo repetidas vezes. Verdade é que sempre que ocorrem alguns fatos de maior repercussão no distrito, como foram os últimos assassinatos bem como o arrombamento da igreja do padroeiro, a PM se faz presente para mais adiante tudo voltar ao que era antes, particularmente durante a noite quando os moradores ficam  entregues a própria sorte. Para ilustrar o que dizemos, os produtores rurais que se dedicam a pecuária estão às voltas do que fazer para coibir o furto de gado das suas propriedades. De acordo com dados extraoficiais, já somam  mais de cento e vinte cabeças  subtraídas, como resultado das ações dos larápios, em nossa  região, nos últimos meses. A última vítima foi Isaias Sacramento, proprietário do Sítio Boa Esperança, em Pentagna, que teve furtado duas  garrotas PO da raça Simental, furto este que deixa bem claro a ousadia dos meliantes, pois este tipo de gado guarda em suas características forma e pelagem completamente diversa das demais espécies que normalmente são criadas  por aqui, sendo, por conseguinte, fáceis de serem localizadas e mesmo assim o furto aconteceu, o prejuízo foi dado, o gado não foi recuperado, enquanto que alguns conhecidos marginais que moram ou frequentam o distrito ao que parece, não estão sendo investigados com relação a este evento e outros acontecidos há pouco tempo atrás e vida que segue.  
CAMPO
... Repetidas vezes vimos batendo na mesma tecla, segundo a qual enquanto não houver no nosso município uma decidida intervenção da Secretaria de Agricultura visando trazer para si a responsabilidade de coordenar todas as ações que visem à melhoria da nossa agricultura e pecuária, mesmo que estas ações sejam implementadas por órgãos estaduais ou federais, nada acontecerá, e o agricultor, particularmente o pequeno, continuará correndo em círculos sem saber para quem apelar no sentido maior de se beneficiar dos programas de incentivo a produção que existem por aí e não são do conhecimento das maioria dos interessados. Se desejam conhecer um exemplo claro dessa falta de coordenação, acompanhem este breve relato. Há pouco mais de um mês atrás, a EMATER programou uma palestra para o distrito de Santa Isabel, visando orientar aos possíveis interessados no que fazer para a aquisição de áreas agricultáveis com os recursos oriundos do Programa Nacional de Crédito Fundiário. O senhor ou a senhora que tem interesse em adquirir uma gleba de terra para iniciar ou ampliar a atividade rural tomou conhecimento do evento? Claro que não, me arrisco na afirmação. Na hora marcada, o salão paroquial estava todo preparado e nada dos interessados chegarem para a palestra. Aí alguém resolveu se lembrar que não houve difusão de convites, seja pessoalmente, seja através do rádio ou jornal e o que fazer? O palestrante já estava no recinto, à hora do início chegava célere e ninguém para assistir o evento e o que iremos fazer? Vamos cancelar sugeriram uns, vamos esperar mais um pouco era a ideia de outros mais otimistas, aí o pároco arriscou uma solução de emergência, ligou a aparelhagem de som da Igreja no último volume e passou, ele, o religioso, a conclamar os moradores para que viessem ao recinto, pois ali em alguns minutos seria realizada uma palestra do interesse de todos que estão buscando adquirir um pedaço de terra, o mesmo sendo dito para aqueles que proprietários de alguma área estivessem pretendendo vendê-la. A iniciativa surtiu algum efeito e entre compradores e vendedores em potencial apareceram alguns que poderiam ser contados, utilizando-se os dedos das mãos. Finalmente, a palestra aconteceu para uma plateia de alguns poucos integrantes de órgãos oficias e outros poucos interessados. Foi como se diz um retumbante fracasso. E quem perdeu com isso? Perdeu o pequeno agricultor; perdeu o possível vendedor; perdemos, finalmente, todos nós que tivemos nossos impostos jogados ralo abaixo com toda uma parafernália montada para nada. Finalmente fazemos este relato não para acusar este ou aquele pelas falhas relatadas, mas sim para alertarmos que alguma coisa, ou melhor, tudo está errado na nossa agricultura. Falta coordenação política para as ações que são empreendidas em favor do homem do campo. Faltam ações coordenadas pela municipalidade. Falta, finalmente, alguém que tenha acima de tudo ousadia e espírito público suficiente para ditar uma mudança em todo o estado de coisas que verificamos, já de muito no gerenciamento da atual Secretaria de Agricultura e o que é melhor, estes homens ou mulheres existem entre nós e é só colocar a pessoa certa no lugar certo. Simples não é?