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Câmara quente na volta do recesso

Vereadores debatem responsabilidade de deputado nas acusações contra metalúrgica

por Paulo Henrique Nobre
O retorno das curtas férias do Legislativo local trouxe parlamentares cheios de energia para o debate na primeira sessão do segundo semestre da Câmara de Vereadores. O tema da vez foi a polêmica situação da Metalúrgica Valença, do empresário Ronald de Carvalho, que recebeu recursos do Estado para construção de UPAs, mas não as fabrica. A questão do embate entre os vereadores foi a responsabilidade ou não, do deputado André Corrêa (PPS) e do prefeito Vicente Guedes (PSC) pelas denúncias que povoaram a imprensa nas últimas semanas.
A sessão foi iniciada com dois documentos importantes sobre o assunto. Em ofício encaminhado ao vereador e presidente, Paulinho da Farmácia (PPS), o vereador Naldo (PMDB) solicitou a disponibilização de um carro para a Comissão de Desenvolvimento, Geração de Trabalho, Emprego e Renda, do qual faz parte, para realização de visitas às diversas empresas instaladas na cidade por conta da Lei André Corrêa (incentivo fiscal a 2%). Em seguida, foi lido um Requerimento do vereador Zan (PSC), encaminhado ao prefeito Vicente Guedes, onde o parlamentar pede informações sobre todas as concessões de terrenos do Município a empresários. O requerimento foi colocado em discussão, mas como o vereador Naldo pediu para discutir, a votação ficou para a sessão seguinte.
Na segunda parte do Expediente, durante o uso da Tribuna, Naldo criticou duramente o colega, que foi autor de panfleto distribuído na rua dos Mineiros no final de semana, com o título “A farsa e os farsantes”, onde o parlamentar ataca duramente o deputado e o prefeito. Zan ainda teria usado o espaço da Câmara em programação radiofônica para reforçar as críticas. Em sua fala, Naldo defendeu André Corrêa, afirmando que o deputado não poderia ser acusado de nada por conta do mau uso do empresário dos benefícios concedidos pela lei de incentivo fiscal. O vereador criticou Zan, que teria mentido em seu panfleto, alegando que a Prefeitura doou o terreno onde foi instalada a metalúrgica. “Se houve doação, mostre a lei aprovada na Câmara!”, desafiou.
O parlamentar apresentou, ainda, uma listagem que comprovaria que a lei de incentivos beneficiou a cidade. Na tal listagem, vários nomes de empresas e a respectiva quantidade de empregos gerados. Criticou ainda o tombamento do patrimônio histórico, que estaria, segundo sua visão, atrapalhando o progresso do município. Naldo finalizou, destacando que votará contra o requerimento de Zan, pois isso daria força ao adversário político.
Lei eleitoreira
Para Zan, a lei de incentivo fiscal teria objetivos políticos. Ele criticou André Corrêa, alegando que o deputado utiliza-se desse esquema para, a cada quatro anos, conseguir votos para se manter na Alerj. Zan afirmou que André tem se autointitulado o “deputado do emprego” e que dominar a norma de Lei André Corrêa é propaganda ilegal. O vereador afirmou que a legislação é uma farsa e que não há emprego sendo gerado como é divulgado pela PMV e pelo deputado. O parlamentar do PSC afirmou que as vagas que são criadas com as novas empresas estão sendo usadas como moeda de troca para compra de votos: a entrevista com candidatos busca conhecer mais a predisposição política do candidato do que sua capacidade profissional. Continue lendo no Jornal Local.