Os deslizamentos em encostas e morros urbanos começaram a ocorrer com frequência de certa forma alarmante, nestes últimos anos. Supõe-se que tudo se deve ao crescimento desordenado das cidades, com a ocupação de novas áreas de risco, principalmente pela população mais carente. O fato é provocado pelo escorregamento de materiais sólidos, como solos, rochas, vegetação ou material de construção ao longo de terrenos inclinados, denominados de “encostas”, “pendentes” ou “escarpas”. O Jornal Local consultou o Corpo de Bombeiros de Valença, para saber como ocorre o problema e quais são as ações que podem ser praticadas em caso de desastres. Há que considerar três fatores de influência na ocorrência dos deslizamentos: o tipo de solo - sua constituição, granulometria e nível de coesão; a declividade da encosta, cujo grau define o ângulo de repouso, em função do peso das camadas, da granulometria e o nível de coesão; e a água de embebição, que contribui para aumentar o peso específico das camadas e reduzir o nível de coesão e o atrito, responsáveis pela consistência do solo, e lubrificar as superfícies de deslizamento.
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