Greve da Polícia Militar e Civil chega a Valença
por Sandro Barra
A paralisação no Rio acontece dez dias após o início da greve da polícia militar em Salvador e em outras cidades da Bahia, que causou o aumento dos casos de roubo e violência no Estado.
Os servidores de segurança reivindicam um aumento do piso salarial para R$ 3.500 e a libertação do cabo Benevenuto Daciolo, preso também nesta quinta-feira sob acusações de incitamento à greve e aliciamento a motim, de acordo com a Defesa Civil.
O anúncio da greve foi feito horas depois da aprovação de um reajuste gradual de 30% a bombeiros, policiais e agentes penitenciários, aprovado pelos deputados da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
O Exército já havia anunciado que pode enviar 14 mil homens para o policiamento do Estado. A Força Nacional mandará 300 homens para auxiliarem o trabalho dos bombeiros.
A proposta da categoria não ficou clara, já que o movimento sofreu um baque na manhã desta quinta-feira, com a prisão do líder grevista Marcos Prisco, flagrado articulando atos de vandalismo em uma gravação feita pela Justiça.
Valença sem policiamento nas ruas
Na madrugada de quinta para sexta-feira, 10, policiais militares fizeram uma carreata pelo Centro com buzinaço em veículos particulares e viaturas com as sirenes ligadas e foram para a sede da 3ª Companhia de Polícia Militar, no bairro Água Fria, onde se reunirão com demais companheiros, no local já se encontrava o capitão da 3ª Cia. Rodrigo Tjáder, que tinha pedido aos policiais um pouco de calma, mas a todo momento, através de contatos telefônicos, os militares eram informados que outras Companhias estavam em greve. Durante toda a madrugada, os militares ficaram aquartelados e na manhã desta sexta-feira (10), o movimento continua.
Bagunça
Por volta de 0h30, de acordo com informações, o bispo Dom Elias James Manning teria acionado a Polícia Militar pelo 190, mas não foi atendido, devido a uma bagunça envolvendo carros de som no Jardim de Cima.
Policiais presos
Policiais que teriam de estar de serviço hoje, estão presos na 3ª Cia (Água Fria). E a qualquer momento, podem ir para o 10º Batalhão de Polícia Militar, em Barra do Piraí.
Delegacia e Corpo de Bombeiros
Também aderiram à greve os policiais civis da 91ª Delegacia de Valença (bairro Benfica). Desde a madrugada, nenhum registro de ocorrência foi feito. De acordo com informações passadas à reportagem, somente será feito registro de ocorrência envolvendo crimes mais graves. Já o Destacamento 2/22 do Corpo de Bombeiros (Bairro de Fátima) não aderiu ao movimento de paralisação e está de prontidão com todas as viaturas, caso seja necessário.
