Hora de combater o crack
Antes que se alastre, prevenção deve ser realizada
por Giovanni Nogueira
Para Flávio Caulo Dutra, membro do Conselho Tutelar de Valença, órgão que luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes, há rumores do aparecimento de crack em Valença, mas ainda não existem casos de crianças e jovens. Segundo ele, há dois jovens realizando tratamento no GAIA em Volta Redonda (instituição que visa auxiliar o tratamento de jovens usuários de drogas) relacionado ao uso de substâncias tóxicas. “O consumo das drogas entre os adolescentes têm aumentado muito. Os pais devem ser mais abertos, dialogar mais. Eles acham que nós vamos conseguir resolver os problemas, que na verdade, são deles. Acham que nós do Conselho é que somos os pais. Para o tratamento, o jovem deve querer também realizá-lo” diz.
Segundo Flávio, o vício do crack aparece rapidamente. “A pessoa usa uma vez e vicia em até 24 horas”. Para ele, as informações estão acessíveis, mas a presença dos pais é o ponto chave. “Toda a questão das drogas têm uma consequência, e o adolescente acha que tudo escondido é melhor. A droga vai existir em qualquer lugar. A mídia mostra tudo que acontece, as causas, os problemas, as consequências... mas se não houver um diálogo aberto, uma proximidade com os pais, não adianta. Os pais devem colocar os limites desde cedo, cinco, seis anos de idade”, sugere o conselheiro. Continue lendo no Jornal Local.
